A empresa Navallethes, com estaleiro numa zona empresarial de Viana do Castelo, vai entregar na quarta-feira à GNR quatro embarcações rápidas insubmersíveis para controlo e vigilância, orçadas em mais de três milhões de euros.
Em declarações hoje à agência Lusa, o administrador da empresa de construção naval, instalada na zona empresarial da Praia Norte, Francisco Portela Rosa, adiantou que as quatro embarcações ‘Coast Patrol Boats’ (CPB) “são as primeiras produzidas para a GNR e estão equipadas com alta tecnologia de ponta”.
Com 13 metros de comprimento e 3,65 metros de boca, as quatro embarcações estão equipadas com três motores de 300 cavalos (cv), podendo atingir os 48 nós [cerca de 90 quilómetros por hora] de velocidade máxima”, e foram adquiridas ao abrigo do Fundo para a Segurança Interna (FSI).
A cerimónia de entrega das embarcações está marcada para as 11:00 no pontão exterior da marina de Viana do Castelo.
Segundo Francisco Portela Rosa, o investimento total da GNR, de 3.043.344,12 euros, “capacita a força militarizada para uma melhor proteção da frente atlântica do país”.
O administrador da Navallethes referiu que a empresa, “com cerca 40 trabalhadores, entre postos de trabalho diretos e indiretos, está atualmente a construir seis embarcações de recreio, tendo faturado, em 2023, mais de quatro milhões de euros”.
O responsável queixou-se do assoreamento no estaleiro da Navallethes, junto à praia do Coral, adiantando que se a situação não for resolvida o futuro da empresa de construção naval “poderá estar em risco”.
Francisco Portela Rosa explicou que o assoreamento agravou-se com a construção de um molhe junto à lota de Viana do Castelo.
“O molhe foi construído em 2013 e no final de 2015 o estaleiro já estava com problemas de assoreamento, que atualmente não me tem permitido trabalhar convenientemente, pondo em risco o futuro do estaleiro”, disse.
O administrador explicou que “o assoreamento impede a Navallethes de construir navios de grandes dimensões e, sobretudo, de contratar reparações, um segmento importante para a atividade da empresa”.
“As reparações deixam mais algum dinheiro ao estaleiro. É um trabalho permanente. A necessidade de manutenção de navios é constante. Já as construções é quando aparecem. É uma luta bem mais difícil de conseguir encomendas de construção de barcos. Não estou a ver como é que as coisas se vão resolver”, afirmou.
Segundo Francisco Portela Rosa, a empresa “perdeu todas as vistorias obrigatórias ou reparações aos barcos de pesca de cerco de Matosinhos”.
“Perdemos todo esse mercado. Os barcos de pesca, sobretudo os palanques, com comprimento a partir dos 18 aos mais de 40 metros, têm ido para Espanha fazer reparações e vistorias. Tenho falado com toda a gente. Já lá levei [ao estaleiro] ministros, secretários de Estado, mas não há ninguém que resolva o problema que está a comprometer a atividade do único estaleiro do Alto Minho com capacidade para encalhar embarcações até 200 toneladas”, frisou.
O responsável adiantou que a empresa tem encaixado “um prejuízo muito grande” com o assoreamento do estaleiro e manifestou-se preocupado “que a mão de obra, praticamente toda da zona de Viana do Castelo, possa estar em risco”.
Um residente da freguesia de Chafé, no concelho de Viana do Castelo, doou cerca de 500 telhas destinadas a apoiar as zonas mais afetadas pelo recente mau tempo, informou a Junta de Freguesia.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 2 e 8 de fevereiro, um conjunto de operações em todo o distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a fiscalização rodoviária e promover ações de sensibilização junto da população.
Trinta e quatro pessoas, entre as quais 18 crianças, foram realojadas preventivamente na zona ribeirinha de Valença devido ao risco de cheia do rio Minho, informou a Proteção Civil. A medida deverá manter-se pelo menos até esta terça-feira, dependendo das descargas da barragem da Frieira, em Espanha.
Portugal continental está hoje, terça-feira, sob forte instabilidade meteorológica, com previsão de chuva persistente e por vezes intensa, sobretudo nas regiões Norte e Centro, onde vigoram avisos laranja devido ao risco de acumulados elevados de precipitação.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da GNR emitiu um aviso à população devido à continuidade de condições meteorológicas adversas, alertando para a possibilidade de cheias, inundações urbanas, vento forte e instabilidade de taludes em várias zonas do distrito.
O Elevador de Santa Luzia, uma das principais atrações turísticas de Viana do Castelo, encontra-se temporariamente encerrado após uma avaria provocada pela trovoada registada na passada sexta-feira.
O espírito folião regressa a Monção com o Carnaval na Praça 2026, que decorre nos dias 12, 14, 15 e 16 de fevereiro. Sob o mote “Dá Corda à Tua Festa!”, o evento promete transformar o centro da vila num espaço repleto de cor, música e alegria.