O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou hoje presença na visita oficial de uma delegação da Ulsan Metropolitan City (UMC) e da Ulsan Chamber of Commerce & Industry (UCCI) à base de operação e manutenção do Windfloat Atlantic, situada no porto comercial de Viana do Castelo.

Na sessão, que foi acompanhada por dezenas de jornalistas sul-coreanos, foi também assinado o memorando de entendimento entre aquela cidade e o consórcio que integra a Ocean Winds para criar um parque offshore com 1.25 MW de capacidade ao largo daquela cidade.
Em Viana do Castelo, a delegação foi recebida na base da Windfloat Atlantic, onde foi apresentado o projeto e assinado o memorando de entendimento. Na carta de intenções para criar a Indústria de Eólicas Offshore em ULSAN, pode ler-se que esta visa investir e fortalecer a distribuição de energia através de da promoção de uma zona especial regional de energia, com vista à revitalização da economia local sul- coreana.
O memorando vai permitir desenvolver um parque eólico flutuante com 1.25 MW localizado a 75 quilómetros do porto de ULSAN, na sua zona económica exclusiva.
Na sua intervenção na sessão de boas vindas, o autarca de Viana do Castelo sublinhou
a sensibilidade deste novo desafio para a transição energética de ULSAN e a ambição
da cidade sul-coreana.
“Viana do Castelo é uma referência no offshore, com mais de uma década de experiência”, numa referência ao parque eólico situado ao largo de Viana do Castelo e que a delegação visitou durante a manhã. Luís Nobre revelou ainda que espera que esta seja a primeira de diversas visitas, incitando a que exista uma parceria entre as empresas vianenses e as de ULSAN.
De recordar que a Ocean Winds é o resultado de uma joint venture em 2019 entre a EDP Renewables (EDPR) e a ENGIE, que compartilham uma visão de que as energias renováveis, especialmente a energia eólica offshore, desempenham um papel fundamental na transição energética global.
Um dos parques está situado ao largo de Viana do Castelo. Em 2019, o Windfloat Atlantic foi um projeto pioneiro, com 3 turbinas, as maiores do mundo na época, com capacidade de 8,4 MW cada.
O Projeto WindFloat desenvolveu uma tecnologia inovadora para permitir a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40m. O foco de inovação do
projeto foi o desenvolvimento de uma plataforma flutuante, com base nas experiências
da indústria de petróleo e gás, para suportar turbinas eólicas multi-MW em aplicações
marítimas.
A plataforma flutuante é semi-submersível e está ancorada no fundo do mar. A estabilidade é devida ao uso de placas de aprisionamento de água na parte inferior dos três pilares, associada a um sistema estático e dinâmico de lastro.
O WindFloat adapta-se a qualquer tipo de turbina eólica marítima. É construído inteiramente em terra, incluindo a instalação da turbina, evitando, deste modo, que os trabalhos tenham de ser feitos em alto mar, o que teria um impacto no meio marinho.

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