O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho disse, esta quinta-feira, que o seu representante na Unidade Local de Saúde foi escolhido e comunicado à direção executiva do SNS e que cabe ao presidente Fernando Araújo tomar uma decisão.

O novo conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) foi nomeada a 30 de janeiro último, mas sem o nome do sexto membro, o representante da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, Tiago Saleiro, licenciado em Direito, sendo, desde 2022, chefe de gabinete do secretário de Estado do Orçamento do Governo PS.
Contactado, esta quinta-feira, pela agência Lusa, o presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Batista disse que a escolha da entidade que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo “foi indicada em novembro de 2023, foi reiterada no início de fevereiro deste ano e, há dias foi reiterada a sua indicação”.
“A escolha está feita. Como coube à CIM do Alto Minho indicar um nome ao presidente do órgão executivo do SNS cabe ao presidente executivo do SNS tomar uma decisão. O resto não tem que ver com os municípios”, sustentou.
Contactada pela Lusa, a direção executiva do SNS não quis pronunciar-se sobre o assunto.
Questionado sobre se o nome do representante dos municípios não foi validado pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), Manoel Batista escusou-se a comentar.
O líder da CIM do Alto Minho adiantou que “há mais de dois anos que os municípios reivindicavam a renovação do conselho de administração da ULSAM”, concretizada em janeiro.
“Foi uma reclamação permanente, persistente que com agrado vemos resolvida com a nomeação do novo conselho de administração, presidido por João Porfírio Oliveira”, afirmou.
Manoel Batista lembrou que, no último trimestre de 2023, foi pedido pelo presidente da direção executiva do SNS que a CIM do Alto Minho indicasse o seu representante.
“A pessoa foi indicada em novembro de 2023, foi reiterada a sua indicação no início de fevereiro deste ano e, há dias, insistimos na sua indicação”, referiu.
Segundo Manoel Batista, a escolha foi feita com base “na incontestada qualidade para representar os municípios e prestar um bom serviço ao desempenho do conselho de administração” e, “no princípio da autonomia dos municípios, dos seus organismos representativos como são as CIM’s, que está estabelecido na constituição portuguesa e deve a todo o transe ser defendido pelos municípios e, não só”.
“Foi com base nessa autonomia que fizemos a proposta da pessoa que consideramos adequada”, sustentou.
A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.
Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.
Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, dos quais cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.
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