Viana do Castelo foi palco de um debate dedicado à liberdade artística e à interferência política nas artes. O evento, intitulado “Interferência Política nas Artes: Pela Liberdade Artística Contra a Censura”, decorreu na Sala Experimental do Teatro Municipal Sá de Miranda, integrando o programa do Festival de Teatro de Viana do Castelo, que se prolonga até 22 de novembro.
A sessão foi moderada por Anabela Mota Ribeiro, natural de Vila Real, que abriu o debate com a leitura de um texto de Sophia de Mello Breyner Andresen sobre censura, escrito há 50 anos, contextualizando o tema na atualidade.
O encenador suíço Milo Rau, diretor do Wiener Festwochen, partilhou a sua experiência à frente da iniciativa Resistance Now! Together, que reúne mais de 200 instituições culturais europeias em defesa do direito à criação artística livre. Rau relatou ainda recentes casos de censura, incluindo a proibição da sua peça O Julgamento Pelicot no BITEF, festival de Belgrado, na Sérvia, destacando uma tendência crescente de ingerência política nas artes, especialmente na Europa de Leste.
Paula Mota Garcia, programadora e responsável pela candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027, abordou os impactos da iliteracia cultural na participação das comunidades, bem como a dimensão política e os desafios enfrentados no percurso da candidatura eborense, que resultou na vitória da cidade, mas também na demissão da equipa em solidariedade com o processo altamente politizado.
A atriz, dramaturga e diretora artística Sara Barros Leitão centrou a sua intervenção na questão da auto-censura, apontando-a como a forma mais difícil de combater. A criadora portuense partilhou experiências pessoais em que decidiu recusar ou cancelar projetos face a interferências externas, defendendo a importância de um “currículo alternativo” que valorize o dizer “não” como ato consciente de liberdade artística.
O debate contou ainda com participação ativa da audiência, que colocou questões e contribuiu para um diálogo aberto e reflexivo, encerrando com a moderação de Anabela Mota Ribeiro, que destacou o papel do encontro, da conversa e do confronto de ideias como exercício fundamental do direito à livre expressão.
O Festival de Teatro de Viana do Castelo continua até sábado, dia 22, com uma programação diversificada que inclui espetáculos como O único que verdadeiramente quixen na vida é ser delgada (quinta-feira, 20, às 21h00), Lá (sexta-feira, 21, às 21h00), Tocas (sábado, 22, às 11h00 e 16h00) e Hokuspokus da companhia alemã Familie Flöz, encerrando o festival. Todos os espetáculos oferecem recursos de acessibilidade, incluindo legendagem em Português e Inglês, audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
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