Alberto Mota, presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes) diz que é necessário continuar um trabalho "junto dos mais novos e das escolas" para incentivar a dávida de sangue regular. A partilha foi feita numa altura em que se aproxima a comemoração do Dia Nacional do Dador de Sangue, 27 de março.

O presidente da Fepodabes alertou que todos os dias são necessários cerca de “um milhar de unidades de sangue” e que embora os números de 2021 demonstrem “uma nova esperança” no que toca aos 35 mil novos dadores “é necessário continuar este trabalho junto dos mais novos e das escolas”.
“O ato de dar sangue não deve ser visto como uma obrigação, mas sim com um ato de grande altruísmo que merece ser festejado. Assim, o Dia Nacional do Dador de Sangue é um dia em que devemos homenagear todos aqueles que, com a sua dádiva, contribuem para que seja possível salvar mais vidas”, sublinhou.
Como entidade que representa 82 associações locais de dadores de sangue, a Fepodabes ambiciona um movimento unido em torno da autossuficiência do sangue e de uma resposta positiva nos momentos mais difíceis. “É possível compatibilizar esses objetivos e continuar a ter uma dádiva de sangue segura, cumprindo escrupulosamente as normas e diretivas nacionais e europeias”, realçou Alberto Mota.
“Quando há 41 anos a Fepodabes foi fundada, os desafios eram terminar com a dádiva de sangue dirigida e renumerada, com o aproveitamento total da dádiva de sangue e com a não discriminação na dádiva de sangue devido à orientação sexual dos dadores”, esclareceu. Hoje, “lutamos pelo reconhecimento e fortalecimento do papel do Dador de Sangue e do papel das Associações /Grupos e Núcleos de Dadores de Sangue, as quais asseguram tarefas e missões que as próprias entidades estatais, que têm competência nesta área, não conseguem assegurar”, contou o presidente da Fepodabes.
No que toca ao papel do dador de sangue, Alberto Mota referiu ainda que “é importante que o 27 de março não se resuma a apenas um dia, mas sim a estender esse espírito a todos os outros dias do ano. E, isso passa por dizer um obrigado permanente, que se traduza numa capacidade de resposta para fazer colheitas de sangue em todo o país, no direito à isenção das taxas moderadoras, no direito à dispensa laboral sem perda de direitos no dia da dádiva e no acesso mais rápido no atendimento do Serviço Nacional de Saúde”.
A Fepodabes é uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver uma atividade no âmbito da solidariedade social e humanitária no campo da dádiva benévola do sangue, promovendo a difusão da dádiva junto da população.
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