A “origem provável” da infeção de gripe das aves detetada numa exploração caseira de 100 galinhas poedeiras em Chafé, Viana do Castelo, é o “possível contacto com aves selvagens”, indica a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Numa nota técnica, sobre a Situação Epidemiológica da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) em Portugal, relativa ao período entre outubro de 2023 e agosto de 2024, no ‘site’ da DGAV, refere-se que foram 100 as galinhas poedeiras encontradas com a doença na capoeira doméstica de Chafé e posteriormente eliminadas.
A “origem provável” da doença é o “possível contacto com aves selvagens”, indica a DGAV no documento onde se indica que, até quarta-feira, tinham sido confirmados 14 casos de gripe em aves selvagens, entre cegonhas e gaivotas.
A DGAV revelou não estar previsto o alargamento, a outras zonas da região Norte, das restrições relacionadas com a gripe das aves em 26 freguesias de Viana do Castelo, Barcelos e Esposende.
“Considerando a ausência de novos focos em aves domésticas, não se antecipa o alargamento das restrições atualmente em vigor para outras zonas do Norte do país”, informou a DGAV, em resposta a questões da Lusa.
A DGAV indicou também que, “neste momento, não estão previstas medidas adicionais” nas zonas dos distritos de Viana do Castelo e de Braga colocadas, até 15 de setembro, sob restrição sanitária para a circulação de carne de aves de capoeira e ovos para consumo humano.
As limitações foram aplicadas depois de, em 14 de agosto, ter sido detetada doença da gripe das aves numa exploração caseira de animais de capoeira, em Chafé, distrito de Viana do Castelo.
De acordo com a DGAV, “o vírus não é transmissível às pessoas através do consumo de carne de aves e de ovos”.
Portugal continua oficialmente livre desta doença, uma vez que este estatuto só é perdido quando o vírus é confirmado em explorações avícolas comerciais.
Quando tal acontece, regra geral, os países terceiros impõem restrições à importação de aves e seus produtos.
A retirada de carne de aves e ovos das prateleiras dos supermercados só ocorre quando se confirmam focos de infeção em explorações avícolas comerciais, de acordo com a DGAV.
Num edital disponível na página da internet da DGAV, explica-se que Anha, Castelo do Neiva, Chafé e São Romão de Neiva foram as freguesias de Viana do Castelo colocadas “sob proteção”, ao passo que outras 13 freguesias daquele concelho ficaram “sob vigilância”, tal como cinco freguesias de Esposende e quatro de Barcelos (no distrito de Braga).
As freguesias de Viana do Castelo “sob vigilância” são Areosa, Santa Marta de Portuzelo, Vila Franca, Vila de Punhe, Barroselas e Carvoeiro, Mazarefes e Vila Fria, Santa Maria Maior e Monserrate e Miadela, Darque, Cardielos e Serreleis, Perre, Mujães, Subportela, Deocriste e Portela Susã, e Alvarães.
Em Esposende, as freguesias afetadas são Forjães, Esposende, Marinhas e Gandra, Antas, Belinho e Mar, e Vila Chã.
Em Barcelos, estão em causa as freguesias de Fragoso, Aldreu, Palme, Durrães e Tregosa.
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