O Auditório Municipal de Ponte da Barca recebeu, no passado domingo, uma sessão com casa cheia para a apresentação do livro “Conta lá, Avó!”, obra que reúne testemunhos de vida recolhidos junto da população mais velha do concelho e que procura preservar o património imaterial local através da memória oral.

A iniciativa contou com a presença de vários dos protagonistas das histórias retratadas no livro, bem como das equipas envolvidas na recolha, organização e edição da obra. O momento foi ainda acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, e pela Vereadora da Cultura, Rosa Arezes.
A publicação resulta de um trabalho coletivo coordenado pelo professor Luís Arezes, que assegurou a compilação e enquadramento histórico dos testemunhos, permitindo contextualizar vivências dispersas por várias freguesias e épocas. O projeto destaca-se por cruzar a memória oral com um enquadramento histórico e social, reforçando o seu valor documental.
Entre os testemunhos recolhidos encontram-se relatos ligados a tradições religiosas, modos de vida rurais e episódios marcantes da história local, como o fabrico de fogo em Oleiros, a Rota do Contrabando em Vila Chã de São João, a tradição do “Amentar às Almas” em várias freguesias, ou ainda memórias associadas às aparições de Nossa Senhora da Paz no Barral.
Também a Ponte Medieval, a antiga Central Hidroelétrica de Paradamonte e as romarias à Santinha da Barca surgem como referências identitárias de um território onde a vivência comunitária, a fé e o trabalho moldaram gerações.
A sessão foi moderada pelo jornalista Nuno Cardoso, da Rádio Barca, e incluiu momentos culturais com atuações do Grupo de Gaitas e do Grupo de Cordofones da Câmara Municipal, das Cantadeiras de Crasto e de Bravães e da Academia de Música de Ponte da Barca.
“Conta lá, Avó!” afirma-se como um contributo para a preservação da memória coletiva do concelho, reforçando a importância da recolha e valorização do património imaterial como elemento identitário de Ponte da Barca.
O concelho de Caminha volta a receber, no final deste mês, o Festival Âncora Folk, que este ano assume um significado especial ao celebrar os 50 anos do Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora. A edição comemorativa reunirá grupos folclóricos de quatro países, reforçando a dimensão internacional de um dos mais antigos encontros de culturas tradicionais da região.
As “Pataniscas Três Milhos” conquistaram o júri da 28.ª edição do Concurso Gastronómico da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, que este ano teve o milho como ingrediente obrigatório.
O árbitro Bruno Pires Costa, filiado na Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), foi nomeado pela UEFA para integrar a equipa de arbitragem do encontro entre o Derry City, da Irlanda do Norte, e o HNK Rijeka, da Croácia.
A Câmara de Viana do Castelo aprovou, esta quinta-feira, a abertura do concurso público para a construção do novo Polo de Arqueologia, na Zona Empresarial da Praia Norte. A empreitada tem um preço base de 1,23 milhões de euros e deverá ficar concluída no prazo de um ano.
A Águas do Alto Minho revelou que serve atualmente mais de 196 mil clientes nos sistemas de abastecimento de água e saneamento, através de uma rede com cerca de 5.800 quilómetros. Os dados foram apresentados nas III Jornadas de Desenvolvimento, realizadas no Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira.
O vianense João Veloso sagrou-se, este domingo, campeão do mundo de Sub-23 na classe BLM1x, em Duisburgo, na Alemanha, tornando-se o primeiro português de sempre a conquistar o título mundial nesta categoria de remo.
A 41.ª edição do festival “Folk – O Mundo a Dançar” realiza-se entre 1 e 10 de agosto, levando música, dança e tradições de vários países a diferentes localidades do Alto Minho e à Galiza.