Numa nota de imprensa, enviada à redação da Viana TV, a coligação Concelho em Primeiro afirma que estudo da Deco Proteste confirma tarifários de água "incomportáveis".

Segundo o partido a Coligação O Concelho em Primeiro, a adesão à ADAM, “tendo sido o executivo de Caminha, um dos principais impulsionadores da criação desta empresa” indo contra a vontade da maioria dos caminhenses, tem tarifas de água “incomportáveis e sem tarifa social de água” para os munícipes.
Na nota de imprensa pode ler-se:
“Na altura, foi dito pelo ex presidente da câmara Miguel Alves, que a adesão a esta empresa era necessária porque só dessa forma se poderia acorrer a fundos comunitários e que os que não tinham aderido ainda, o fariam depois das últimas eleições. Afinal nada era verdade.
Os municípios aderentes da Adam não têm qualquer benefício no que diz respeito aos fundos comunitários para expansão de rede que os outros municípios não aderentes não tenham. Para agravar, fomos o concelho com o maior aumento das tarifas de água de todo o distrito sem que isso se refletisse em qualquer melhoria de prestação de serviços.
As obras de saneamento feitas pela Adam têm sido alvos de reclamações por, praticamente, todos os presidentes de junta que alegam que as obras para além de demorarem depois não ficam conformes.
O Município de Caminha não permite a tarifa social de água aos seus Munícipes.
O presidente Rui Lages disse que não pensava nisso sequer porque não podia prescindir dessa verba. Os eleitos da Coligação questionam “ Não pode e tem dinheiro para andar a distribuir “saquinhos”, pagos com o dinheiro dos caminhenses, na última feira semanal em Vila Praia de Âncora, em modo eleitoralista? É mais importante a sua imagem e a ânsia eleitoralista ou o bem estar dos caminhenses mais carenciados?”. Diz que não pode prescindir da verba sem saber sequer de que valor se estaria a falar porque não fez nenhum estudo financeiro e, como sempre, com total desconhecimento sobre números e factos decide de forma ditatorial.
Somos o Município, a par de Viana do Castelo, com a tarifa de resíduos sólidos mais cara.
Com a entrada na empresa Adam a população do concelho de Caminha começou a pagar a água mais cara, mais taxas e impostos. Começamos a pagar 6% de IVA que antigamente não era pago por ser gerida pelo município. Vemos até agora que fomos fortemente prejudicados por esta decisão deste executivo.
A empresa Adam, usa o dinheiro das faturas elevadas para gastos supérfluos como a compra de cabazes. Só desde 2021 até à data de hoje, já gastaram mais de 50 mil euros em cabazes e quem os paga são todos os munícipes. Já gastou milhares de euros em viaturas e quem paga são todos os munícipes. E poderíamos continuar com os gastos exorbitantes em assessorias jurídicas.
A injustiça da empresa nas poucas tarifas que são determinadas por si também são dignas de serem expostas. A tarifa familiar de água é atribuída pela Adam a famílias com 5 elementos, segundo informação no site da empresa.
Vejamos, uma família com 5 elementos, mas onde todos trabalhem, têm direito a tarifa familiar de água. Uma família monoparental, mas com três filhos ou mais, não tem direito a essa tarifa. Significa que um pai ou uma mãe com três filhos, ou três dependentes não tem direito a tarifa especial. O critério são os 5 elementos. Não há qualquer justiça neste tarifário e que contraria os regulamentos da maioria dos municípios para esta tarifa familiar.
No concelho de Caminha ainda somos mais penalizados. A tarifa familiar, da responsabilidade da Adam, contempla a água e o saneamento, mas não contempla a taxa de recolha de resíduos porque a câmara Municipal, na pessoa do seu presidente Rui Lages, decidiu não promover um regulamento para esse fim, conforme se comprova pela análise dos documentos constantes na página da Ersar.
O concelho de Caminha perde em toda a linha com a gestão que tem liderado o concelho nos últimos 11 anos. A água, que é um bem essencial, é um dos exemplos disso.
Passaram 8 anos a cobrar água aos munícipes sem a pagar à empresa. Agora estamos a pagar essa água a dobrar com um acordo de pagamento. À parte disso ainda pagamos as faturas de água elevadíssimas sem que isso se reflita numa melhoria do serviço.
No Alto Minho a água mais cara é nos concelhos aderentes à Adam, nos restantes três a justiça social no acesso a este bem de primeira necessidade foi mantida pela tenacidade e resiliência dos seus presidentes de câmara.
A Coligação O Concelho em Primeiro considera que é essencial que todas as câmaras aderentes saíssem desta empresa e voltassem a repor os serviços e devolvessem a posse da água aos seus munícipes. Basta de pagar nas faturas de água, os cargos dirigentes milionários da Adam, cabazes e assessorias milionárias que em nada melhoram a vida dos cidadãos.
Temos que devolver a água e as infraestruturas que nos custaram tanto dinheiro, à população.”
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