Viana do Castelo recebeu, esta segunda-feira, uma comitiva de empresários e representantes institucionais brasileiros no âmbito de uma missão internacional dedicada ao desenvolvimento da energia eólica offshore. O principal destaque da visita foi o contacto direto com o WindFloat Atlantic, considerado o primeiro parque eólico marítimo flutuante semi-submersível do mundo.

A receção contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, que sublinhou o compromisso contínuo do município com as energias renováveis. “Este projeto permitiu-nos concretizar uma estratégia que já vínhamos a desenvolver há mais de uma década, primeiro em terra e agora também no mar”, afirmou o autarca.
Entre os participantes da comitiva esteve o senador brasileiro Fabiano Contarato, integrado numa delegação promovida pela Coalizão Eólica Marinha (CEM). Esta entidade reúne empresas, universidades, associações e representantes governamentais com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável da energia eólica offshore no Brasil.
Localizado ao largo da costa de Viana do Castelo, o WindFloat Atlantic foi ligado à rede elétrica no final de 2019 e entrou em operação em 2020. O projeto destaca-se pela sua tecnologia inovadora, que permite a instalação de turbinas em águas profundas, superiores a 40 metros, através de plataformas flutuantes semi-submersíveis.
Desenvolvido pela Ocean Winds — uma joint venture entre a EDP Renewables e a ENGIE — o parque é composto por três turbinas de 8,4 MW cada, que, à data da sua instalação, estavam entre as maiores do mundo. A solução tecnológica baseia-se numa plataforma ancorada ao fundo do mar, cuja estabilidade é assegurada por um sistema de lastro e por estruturas específicas que aumentam a resistência às condições marítimas.
Outro fator diferenciador do projeto é o facto de toda a estrutura ser montada em terra, incluindo a instalação das turbinas, sendo posteriormente rebocada para o local definitivo. Este método reduz significativamente os impactos ambientais associados à construção em alto mar.
A visita integra uma agenda estratégica que visa fomentar a cooperação internacional e acelerar a abertura do mercado brasileiro para projetos de energia eólica offshore, alinhados com os princípios da economia azul e da transição energética global.
Com esta iniciativa, Viana do Castelo reforça a sua posição como referência internacional na inovação em energias renováveis, atraindo interesse crescente de investidores e decisores políticos de diferentes partes do mundo.
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