Depois do forte acolhimento da digressão em março e abril, a peça "Chegar a Tempo ou Sobre o Desaparecimento", uma criação das Comédias do Minho com encenação de Joana Craveiro e do Teatro do Vestido, está de regresso. Mas desta vez, o reencontro faz-se ao ar livre, de forma espontânea, surpreendendo o público com apresentações-surpresa (duas por município) em espaços públicos como jardins, largos de capela, eiras, miradouros, parques de lazer e salões paroquiais.

A circular entre os cinco municípios do Vale do Minho – Melgaço, Monção, Valença, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira -, esta nova digressão propõe um verão feito de encontros inesperados, em lugares que, noutros tempos, eram locais de ponto de encontro e de convívio.
O local e horário de cada apresentação será anunciado apenas na véspera através das redes sociais das Comédias do Minho e, no próprio dia, um carro com altifalantes percorrerá as ruas das localidades para anunciar o palco e horário. Algumas sessões acontecerão ao fim da tarde, aproveitando a luz dourada e as paisagens naturais como cenários vivos da cena, e outras terão lugar ao início da noite, evocando os velhos tempos dos serões partilhados.
Com esta circulação estival, as Comédias do Minho levam novamente ao coração das comunidades uma criação que mergulha na memória coletiva e convoca os fantasmas, as perdas, mas também a esperança de um reencontro possível. Inspirada em testemunhos reais recolhidos nos cinco municípios, “Chegar a Tempo” questiona o desaparecimento dos espaços de convívio nas pequenas localidades e celebra o poder da escuta, da memória e do teatro como lugar comum.
A produção é uma parceria entre as Comédias do Minho e o Teatro do Vestido, dirigida a um público maior de 12 anos. Com esta iniciativa, as Comédias do Minho reforçam a sua missão de levar programação cultural de qualidade às comunidades, promovendo o acesso à criação contemporânea em diálogo direto com os territórios. Ao regressar com esta peça ao ar livre, em locais simbólicos do convívio coletivo, o projeto volta a afirmar o teatro como espaço de encontro e partilha, onde a memória, a escuta e a imaginação se cruzam com o quotidiano de quem ali vive.
Ficha artística:
Criação e direcção: Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Tânia Guerreiro
Texto: Joana Craveiro
Co-criação e interpretação: Cheila Pereira, Luís Filipe Silva, Sara Costa
Espaços sonoros: Francisco Madureira
Cenografia: Cátia Barros
Figurinos: Tânia Guerreiro
Direcção técnica e desenho de luz: Vasco Ferreira
Assistência de cenografia: Diana Ramalho
Assistência de encenação: Mira Bulhões
Assistência: Leonor Pereira
Co-produção: Comédias do Minho e Teatro do Vestido
As Comédias do Minho iniciaram a sua atividade profissional em 2004, com o objetivo de levar o teatro às aldeias do Vale do Minho, promovendo uma relação próxima e genuína com as comunidades locais. A Companhia tem investido na circulação de criadores nacionais e internacionais, oferecendo uma programação diversificada que reflete o seu compromisso com a arte e a cultura.
A sua atuação é estruturada em três pilares principais: a Companhia de Teatro, o Projeto Pedagógico e o Projeto Comunitário, que trabalham de forma integrada e complementar. A missão das Comédias do Minho é clara: criar um projeto cultural adaptado à realidade socioeconómica do Vale do Minho, com um forte foco no envolvimento das populações.
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