O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho disse hoje que estão a ser estudadas três soluções - rodoviária, ferroviária e mista - para garantir transporte aos utentes que se deslocam diariamente entre Viana do Castelo e o Porto.

Utentes do autocarro Viana do Castelo-Porto alertaram hoje para a ausência de soluções para os 200 euros mensais da deslocação e para uma “equidade tarifária” com o praticado no país, apesar da “disponibilidade” manifestada por várias entidades.
A reivindicação é feita numa carta aberta dirigida aos presidentes das câmaras do Porto e de Viana do Castelo, da Área Metropolitana do Porto (AMP) e da CIM do Alto Minho, a que a Lusa teve acesso.
Os passageiros lembram que na “reunião promovida pelo presidente da Câmara do Porto com o presidente da Câmara de Viana do Castelo”, a 11 de março, “todas as entidades se manifestaram disponíveis para encontrar uma solução que permita a mobilidade em transporte público entre Viana do Castelo e Porto em condições de equidade tarifária com o praticado na generalidade do país”.
“Apesar da urgência da situação, desconhecem-se quaisquer desenvolvimentos até à presente data”, lamentam.
Contactado pela Lusa, o presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Batista adiantou que nos últimos 15 dias decorreram três reuniões de trabalho, uma delas com o presidente da CP para estudar a possibilidade de uma ligação ferroviária entre Viana do Castelo e o Porto.
“Tivemos uma reunião de trabalho com o presidente da CP para com ele tentarmos desenhar uma solução, que possa, na íntegra ou em parte, envolver a ferrovia entre Viana do Castelo e o Porto. Em conjunto, estamos a tentar encontrar uma solução boa do ponto de vista prático e do ponto de vista financeiro”, explicou Manoel Batista.
O socialista, que é também presidente da Câmara de Melgaço, acrescentou que a CIM do Alto Minho já manteve duas reuniões, uma com a CIM do Cávado e a AMP, para “desenhar uma solução, caso a ferroviária não seja a mais adequada, que passará por nova carreira entre Viana do Castelo e o Porto”.
“Há uma terceira solução que poderá ser a combinação da ferrovia com a rodovia. Estamos preocupados com as necessidades dos utentes que fazem este trajeto, todos os dias”, apontou.
Manoel Batista alertou não poder “prometer uma solução para ontem”.
“Estes processos levam o seu tempo. Não vou comprometer-me uma data específica. Quero garantir que estamos a trabalhar, enquanto CIM do Alto Minho, afincadamente, para encontrar uma solução adequada às necessidades das pessoas”, frisou.
Apesar de se escusar a apontar um prazo, Manoel Batista estimou que no decurso no primeiro semestre do ano seja possível encontrar uma solução que vá ao encontro das necessidades dos utentes.
A 11 de março, em uma reunião promovida pelo presidente da Câmara do Porto com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, “todas as entidades se manifestaram disponíveis para encontrar uma solução que permita a mobilidade em transporte público entre Viana do Castelo e Porto em condições de equidade tarifária com o praticado na generalidade do país”.
Os presidentes das câmaras do Porto e de Viana do Castelo remeteram para a AMP e para a CIM Alto Minho uma solução para o autocarro inter-regional, comprometendo-se a apoiá-la financeiramente.
Em janeiro, os utilizadores do autocarro expresso pela autoestrada A28 entre Viana do Castelo e o Porto, que pagavam 88 euros mensais, passaram a pagar 171,60 euros (22 dias x 2 viagens x 3,90 euros), devido a uma redução do apoio dado pela Câmara de Viana do Castelo.
A 30 de janeiro pediram ajuda ao presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) na implementação de um “passe único”, reivindicado desde 2019.
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