O grupo parlamentar do Chega apresentou no parlamento um projeto de lei com vista à elevação da freguesia de Lanheses, no concelho de Viana do Castelo, à categoria de Vila Histórica.

De acordo com o projeto de lei do Chega, a freguesia de Lanheses “reúne características culturais, históricas e patrimoniais que justificam plenamente a sua elevação à categoria de Vila Histórica”.
O documento, que deu entrada na Assembleia da República na quarta-feira, adianta que Lanheses tem, atualmente, o estatuto de aldeia, tendo chegado “a ser vila e sede de concelho, criado em 1793 por mercê real de Juro Herdade a favor de Sebastião Pereira Cirne de Abreu, com a designação de Vila Nova de Lanhezes”.
“Como prova da sua autonomia foi mandado erigir o pelourinho, verdadeiro símbolo concelhio, pois era ali que o município exercia a sua justiça”, acrescenta.
Segundo o Chega, a localidade “é marcada por um património rico e diversificado, que a coloca como um importante polo de preservação da História e das tradições minhotas”.
O partido destaca como “elementos mais representativos a igreja paroquial de Santa Eulália, exemplar de arquitetura religiosa que guarda séculos de história e arte sacra, e o Paço de Lanheses, um solar histórico datado dos séculos XVI-XVIII”.
“Este edifício, considerado um marco arquitetónico e cultural, reflete a nobreza rural do Alto Minho e atrai inúmeros visitantes interessados no turismo histórico. Além disso, a freguesia é enriquecida por outros elementos patrimoniais como fontes, cruzeiros e capelas, que testemunham a importância histórica do território”.
No projeto de lei, os deputados sublinham ainda o “vasto legado cultural e imaterial” da freguesia que “é palco de tradições que refletem a identidade do povo minhoto”.
“As festividades locais, como a celebração da padroeira Santa Eulália e o São Sebastião, mobilizam a comunidade local e atraem visitantes, perpetuando tradições que têm atravessado gerações. A freguesia é igualmente reconhecida pela ligação à música tradicional e ao folclore, com grupos que se dedicam à preservação e promoção de danças e cantares típicos da região, mantendo vivas as expressões culturais que definem a sua identidade”, sustenta.
Além da “relevância histórica e cultural”, o Chega considera que a freguesia está “inserida numa paisagem natural de grande beleza, com destaque para o rio Lima, que atravessa o território e oferece oportunidades para lazer, turismo e práticas desportivas”.
Para o Chega, o enquadramento geográfico de Lanheses “harmoniza a riqueza histórica com o património natural, criando um ambiente que atrai tanto visitantes como novos investimentos”, realçando que “o equilíbrio entre história, cultura e natureza reforça o potencial da freguesia enquanto destino de interesse no Alto Minho”.
O partido diz que “Lanheses apresenta infraestruturas e serviços que correspondem às necessidades de uma vila”, apontando como exemplos “a existência de escolas, centro de saúde, comércio local diversificado e associações culturais e desportivas”.
A “boa ligação por vias de comunicação modernas também facilita o acesso e valoriza o território, promovendo o desenvolvimento económico e social”, acrescenta ainda o Chega.
O grupo parlamentar diz que “reconhecer uma freguesia como Vila Histórica não só destaca o seu valor, mas também incentiva a preservação e promoção do património para gerações futuras (…). A elevação de Lanheses à categoria de Vila Histórica não seria apenas o reconhecimento do seu legado, mas também uma forma de garantir o seu futuro. Este estatuto contribuiria para atrair mais recursos, promover o turismo cultural e natural e reforçar o orgulho local, assegurando que esta freguesia continua a prosperar enquanto preserva as suas raízes”.
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