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Cerca de 1.800 pessoas aguardam transplante de rim em Portugal

19 Julho, 2023 | 14:29
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Viana TV
2 min. leitura

Cerca de 1.800 pessoas aguardam em Portugal por um transplante renal, que tem um tempo de espera médio a rondar os cinco anos, segundo a presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT).

Em declarações à agência Lusa a propósito do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, que se assinala na quinta-feira, Cristina Jorge lembrou a importância da doação em vida, recordando que, em Portugal, houve no ano passado uma situação de dador de rim altruísta, que deu para desconhecidos.

Para que a doação em vida possa acontecer, explicou a especialista, a pessoa deve comunicar essa vontade junto de uma das sete unidades que fazem transplantação em Portugal. “Só podem ser dadores de rim quem for saudável. É preciso assegurar que a pessoa não tem nenhuma doença que impeça essa doação”, disse a responsável, sublinhando igualmente a importância de “minimizar os riscos desta doação para a própria pessoa”, para que não venha a desenvolver, mais tarde, uma insuficiência renal.

Questionada sobre a importância de o dador se certificar da segurança desta intervenção, afirmou: “Existem orientações internacionais sobre esta matéria e só é dador de rim quem estiver apto para os ser”.

Segundo a presidente da SPT, em Portugal, estão cerca de 1.800 pessoas a aguardar um transplante renal e o tempo de espera médio nesta lista é de cerca de cinco anos. “Muitos doentes estão em diálise este período de tempo”, refere.

A especialista aponta ainda o programa nacional e internacional de doação renal cruzada, em que se cruzam os transplantes quando os pares dador/recetor não são compatíveis.”Normalmente há um par dador/recetor, de dador vivo, e se não são incompatíveis entre si, esse par pode entrar num programa em que vários pares que estão nas mesmas circunstâncias [incompatíveis] entram num grupo, o que permite aumentar a compatibilidade entre si. O dador, em vez de dar àquele recetor, dá a um outro recetor do grupo e o recetor que pertence àquele par recebe de um outro dador do grupo”, explicou.

A especialista disse que o transplante de rim “permite melhorar a qualidade de vida e também melhora a expectativa de vida dos doentes que são transplantados”.

Relativamente à doação de órgão em vida, Cristina Jorge recorda que, além do rim, também é possível fazer transplantes de fígado e de partes do pâncreas, mas este último não se faz em Portugal.

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