As autoridades registaram o desaparecimento de 1.010 crianças e jovens em Portugal em 2023, quase uma centena abaixo do registo de 1.102 em 2022, tendo todas sido encontradas, segundo dados da Polícia Judiciária (PJ).

O inspetor-chefe na Unidade de Investigação Criminal da PJ Miguel Gonçalves disse à Lusa que as estatísticas disponíveis refletem as comunicações nacionais feitas diretamente à Judiciária ou que foram difundidas pelos outros órgãos de polícia criminal (PSP e GNR) e sublinha que o registo de pessoa desaparecida é diferente da abertura de um inquérito, que só ocorre se existir “uma suspeita de uma situação de origem criminosa”.
“Por norma, a grande maioria das situações que temos são apenas situações em que é feito um registo de desaparecido e, por norma, num curto espaço de tempo as crianças (até aos 18 anos) são localizadas”, referiu Miguel Gonçalves.
“Que tenha conhecimento, não temos nenhuma situação em concreto em 2023 de uma criança que não tenha sido efetivamente localizada e que depois tenha dado origem a um inquérito”, adiantou.
De acordo com os números, das 1.010 crianças desaparecidas em 2023, 179 tinham menos de 14 anos, enquanto as restantes 831 se situavam entre os 14 e os 17 anos de idade, embora o número possa estar algo inflacionado por diferentes razões.
“Há situações de duplicação, porque há muitas crianças institucionalizadas e que têm vários desaparecimentos ao longo do ano”, referiu o inspetor-chefe, assinalando também que entre os menores de 14 anos nem sempre se trata de um desaparecimento de uma criança institucionalizada, mas sim de uma chegada tardia à instituição, referindo que “não cumprem as regras e, se não chegarem, automaticamente é feita uma comunicação de desaparecimento por parte da instituição”.
Sobre os anos anteriores, Miguel Gonçalves realçou que em 2022 houve um total de 1.102 registos de crianças desaparecidas, das quais 178 até aos 14 anos e 924 na faixa etária entre os 14 e os 17.
Em 2021, foi registado o número mais baixo de crianças e jovens desaparecidos do último triénio, com um total de 976 (129 até 14 anos e 847 entre 14 e 17 anos), “muito provavelmente ainda com influência da pandemia” de covid-19, frisou o inspetor-chefe.
Para o responsável da PJ, a realidade portuguesa “não é preocupante” quando comparada com a de outros países, citando os exemplos do Reino Unido ou de Espanha, ao sublinhar que as situações envolvendo crianças com menos de 14 anos tendencialmente “são resolvidas no mais curto prazo de tempo possível”, enquanto nos jovens entre os 14 e os 17 anos a situação pode tornar-se “mais complicada”, devido à maior autonomia.
“Normalmente é aos 15-16 anos a idade onde há maior incidência de crianças desaparecidas. Depois, temos também aquelas que já estão muito próximas de perfazer a maioridade, em que dali a poucos meses fazem 18 anos”, acrescenta.
A PJ anunciou na terça-feira que se associou à campanha do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, promovida pelo Centro Europeu para as Crianças Desaparecidas junto de 16 países e que tem como mote “Verifique. Pense. Comunique”, fornecendo um manual a pais e cuidadores sobre o que fazer em caso de desaparecimento de uma criança. Segundo a nota divulgada pela PJ, desaparecem todos os anos cerca de 300 mil crianças na Europa.
A Praça 1.º de Maio, em Viana do Castelo, acolhe até ao próximo dia 17 de julho uma exposição dedicada aos 40 anos da Carta de Ottawa para a Promoção da Saúde, documento de referência mundial na área da saúde pública.
A Biblioteca Municipal de Valença recebe, na próxima sexta-feira, 26 de junho, pelas 21h00, mais uma edição das Sextas Literárias, desta vez dedicada à escritora e ativista galega Begonha Camanho, distinguida este ano pelo Dia das Letras Galegas.
Viana do Castelo recebe, entre os dias 27 de junho e 5 de julho, as comemorações do 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa, num programa que levará à cidade dezenas de iniciativas destinadas a aproximar a instituição da população e a dar a conhecer a sua missão.
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) voltou a lançar o alerta para os riscos dos mergulhos em águas pouco profundas ou desconhecidas, numa altura em que milhares de portugueses procuram praias, rios e piscinas para enfrentar as temperaturas mais elevadas.
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O Parque Aquático do Castelinho reabriu esta quarta-feira, 24 de junho, dando início a mais uma época de verão em Vila Nova de Cerveira. O espaço, de acesso gratuito, volta a receber famílias, crianças e visitantes até meados de setembro, reforçando-se como uma das principais atrações estivais do concelho.