A CDU de Viana do Castelo manifestou-se contra o aumento das taxas de recolha de resíduos sólidos aprovado na terça-feira pelo executivo municipal, defendendo o regresso daquele serviço, atualmente assegurado pela empresa Resulima, à esfera pública.

Em comunicado enviado às redações, a CDU de Viana do Castelo, única força partidária no executivo da capital do Alto Minho que votou contra o aumento das taxas de recolha de resíduos sólidos, acusou os presidentes de câmara dos municípios que integram a Resulima de “atirarem a pedra e esconderem a mão”.
“O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo sustenta a proposta de aumentos das taxas com as decisões da Resulima, escondendo que é acionista da empresa, e, tal como os restantes presidentes de câmara, tem vindo a apoiar a estratégia desenvolvida pela Resulima, em prejuízo dos munícipes e das empresas destes concelhos”, sustenta na nota.
A Resulima é a empresa gestora do sistema multimunicipal de triagem, recolha seletiva, valorização e tratamento de resíduos urbanos do Vale do Lima e Baixo Cávado, envolvendo os municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo.
O conjunto destes concelhos detém 49% da empresa, sendo os restantes 51% detidos por uma empresa privada, a EGF.
A CDU reclama “a reversão deste caminho de privatização, com a reconstituição dos serviços municipais de recolha de resíduos e o aprofundamento da relação intermunicipal que não tenha no centro das prioridades o interesse dos privados, mas sim o serviço público, a qualidade de vida e o desenvolvimento dos concelhos e da região”.
“A CDU opôs-se desde sempre à integração dos concelhos na empresa Resulima, alertando que visava preparar o caminho para a privatização deste serviço, que conduziria a aumentos de preços e à secundarização da qualidade do serviço e da missão de servir as populações. Os dados mais recentes confirmam os alertas da CDU”, frisa.
Na terça-feira, a vereadora da CDU votou contra a proposta, por considerar tratar-se de “um aumento significativo para a população, os comerciantes e empresários, acentuando os problemas decorrentes do agravamento do custo de vida já sentidos por todos”.
Segundo os valores avançados, na terça-feira, pelo presidente da Câmara, Luís Nobre, os consumidores domésticos vão passar a pagar, dentro de dois meses, mais entre um euro e 1,80 euros do que pagavam pela recolha de resíduos sólidos.
A alteração das regras de cálculo de tarifas dos resíduos sólidos dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo (SMVC), proposta pela maioria socialista na reunião camarária, foi aprovada com a abstenção dos dois vereadores do PSD.
Na sessão ordinária do executivo municipal não participou a vereadora do CDS-PP, nem se fez representar.
Luís Nobre adiantou que para “os consumidores domésticos o aumento é de 48%, enquanto para os não-domésticos, “empresas de comércio e serviços, o valor da tarifa reduz em 11%”, passando estes setores a pagarem “menos 5,48 cêntimos”.
Eduardo Teixeira, deputado do Chega e vereador da oposição na Câmara de Viana do Castelo, participa no Fórum Parlamentar Global, que decorre esta segunda e terça-feira, em Bangkok, na Tailândia.
A adjudicação da empreitada de construção de habitação a custos controlados em Darque e os apoios às freguesias estão entre os assuntos que a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai apreciar na reunião ordinária desta terça-feira, 13 de outubro.
Vila de Punhe inaugurou, este domingo, um monumento de homenagem aos ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial, na Avenida Padre Júlio Cândido da Costa. Da autoria do artista Cláudio Alves, a obra preserva a memória daqueles que partiram para o conflito, evocando os que regressaram e os que perderam a vida.
A Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) recebe, no próximo dia 28, uma sessão técnica dedicada aos riscos associados ao gás radão, à sua monitorização e às soluções para reduzir a sua concentração nos edifícios.
Krisálida e Teatro e Marionetas de Mandrágora apresentam nova cocriação para bebés e famílias. Estreia acontece a 18 de outubro, em Vila Praia de Âncora.
Manuel Oliveira Martins é o convidado da próxima sessão do ciclo de conversas, marcada para 15 de outubro, no Hotel AP Dona Aninhas.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) está a desenvolver um trabalho de diagnóstico e caracterização do espólio arqueológico da região, com o propósito de reunir informação sobre as coleções existentes e apoiar a definição de futuras medidas de preservação e valorização patrimonial.