Várias entidades do Norte de Portugal e da Galiza esperam realizar, a partir do segundo semestre do ano, 12 expedições no Caminho de Santiago para promover a empregabilidade de 120 jovens.

O projeto transfronteiriço, denominado Pegadas, é suportado por fundos comunitários e propõe “utilizar o emblemático Caminho de Santiago como espaço de aprendizagem e desenvolvimento de competências para jovens em situação de vulnerabilidade”, revelou hoje, em comunicado, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho).
As expedições no Caminho de Santiago vão integrar “sessões teóricas e práticas num formato híbrido”, combinando “a formação ‘e-learning’ com atividades presenciais em ‘outdoor learning’”, indicou a CIM.
A iniciativa dirige-se “a jovens entre os 18 e os 29 anos, especialmente aqueles que enfrentam desafios no acesso ao ensino e ao mercado de trabalho”.
O programa formativo destas expedições “estrutura-se em três pilares fundamentais: empreendedorismo, competências digitais e sustentabilidade”.
De acordo com a CIM, “os participantes recebem formação prévia ‘online’ sobre cada rota e, posteriormente, aplicarão os conhecimentos em atividades práticas durante o percurso do Caminho”.
A metodologia permite, assim, que os jovens desenvolvam “competências técnicas e transversais enquanto exploram a riqueza cultural do itinerário Jacobeu”.
No final, os participantes devem criar curtas-metragens que visam documentar a aprendizagem adquirida e dar “maior visibilidade ao potencial do Caminho de Santiago enquanto motor de desenvolvimento socioeconómico”.
“As primeiras expedições formativas estão previstas para o segundo trimestre de 2025”, disse a CIM.
A CIM Alto Minho, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), o Politécnico do Porto, a Universidade de Santiago de Compostela, a Femxa Formação SLU e o Cluster da Comunicação da Galiza são as entidades parceiras do projeto.
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