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Regional

Câmara de Viana do Castelo abre concurso para obra de reconversão mais inovadora do concelho

30 Agosto, 2024 | 10:55
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Pedro Xavier
5 min. leitura

A Câmara Municipal de Viana do Castelo abriu, na segunda-feira, o concurso público para reconversão do antigo Matadouro Municipal no futuro Viana STARTS pelo preço base de 3,226 milhões de euros, naquela que o Presidente da Câmara, Luís Nobre, assume ser a obra pública de reconversão mais inovadora do concelho.

As propostas podem ser apresentadas até dia 25 de setembro para a empreitada que conta com um prazo de execução de 420 dias e vai utilizar um conjunto de soluções inovadoras de eficiência energética e hídrica, baixo teor de carbono e economia circular.

O Viana STARTS irá ser um espaço criativo e comunitário, baseado no espírito da Ciência + Tecnologia + Arte, para que este seja um futuro espaço de criação. Até final do ano, a Câmara Municipal deverá avançar com o início da obra de reabilitação, que deverá estar concluída até final de 2026. 

A reabilitação e reconversão do antigo Matadouro Municipal corresponde a um projeto de seis milhões de euros que obteve um financiamento de cerca de cinco milhões de euros FEDER. Espera-se um edifício de energia quase zero com desempenhos bastantes superiores aos exigidos em Portugal, assim como serão aplicados princípios de eficiência hídrica e de armazenamento de águas pluviais. O edifício irá ter elevada eficiência energética, prevendo-se que o excesso de energia renovável obtida num sistema híbrido fotovoltaico e eólico seja armazenada num sistema a hidrogénio, pioneiro a nível nacional em edifícios públicos. A solução de reserva de energia à base de hidrogénio será utilizada quando a energia do sol ou do vento não puder ser utilizada, por exemplo para o período noturno ou em períodos menos ventosos.

De acordo com a memória descritiva e justificativa do projeto, propõe-se a intervenção em todo o recinto para a concretização de um processo de renovação e construção inovador, no âmbito da Iniciativa Urbana Europeia (EUI), numa empreitada que conjuga demolição, reabilitação e construção nova.

“Após uma análise crítica do estado e relevância formal dos edifícios existentes, o projeto procura responder às necessidades identificadas diferenciando obras de demolição, reabilitação e de construção nova. Procurando limitar as operações de demolição e maximizar a reutilização e reabilitação dos elementos essenciais da construção existente, propõe-se a demolição dos elementos que foram acrescentados à construção inicial e a reabertura de vãos encerrados, assim como a demolição integral dos edifícios formalmente menos significativos, cujas dimensões e custo-benefício da sua reparação e conservação não é compensatório, conservando-se as paredes em alvenaria de pedra passíveis de integrar a construção dos novos edifícios”, refere a memória descritiva.

Assim, o projeto prevê a preservação da imagem formal do conjunto edificado existente. Propõe-se a reconstrução, com tecnologia compatível, das coberturas de telha com estrutura de madeira (introduzindo impermeabilização e isolamento térmico e melhorando assim a resposta global construtiva dos edifícios) e a reabilitação dos rebocos exteriores que são elementos essenciais da caracterização formal dos edifícios. 

Para a melhoria do seu comportamento térmico, será feita a substituição integral das janelas e portas exteriores por caixilharia de alumínio ou de madeira, com recurso a soluções de características inovadoras e reciclagem de alumínio, com vidros duplos com fator solar adequado e integração de material reciclado, reduzindo a sua pegada carbónica.

Relativamente aos interiores, propõe-se a renovação completa dos pavimentos e revestimentos, das infraestruturas, a substituição de todas as caixilharias e a mínima construção de paredes interiores para garantir a maior flexibilidade de utilização dos espaços.

Devido ao elevado estado de degradação do pavimento exterior, este deverá ser refeito contemplando a renovação prevista para o espaço público envolvente. É proposta a construção de uma laje plana visitável que, garantindo um percurso coberto mais confortável de acesso à ala Norte no piso térreo, cumpre um papel agregador da construção reabilitada e da nova edificação, contribuindo assim para uma relação harmoniosa do conjunto edificado. 

O projeto visa ainda garantir o acesso exterior à cobertura visitável através de uma nova escada no conjunto da ala norte, aberta para o novo arruamento pedonal previsto pelo município. 

Na área exterior a sul, são criadas as condições para a implantação de contentor para instalação de todo o equipamento técnico necessário à produção de energia a hidrogénio, assim como para a futura implantação de uma casa que se move.

Procurando integrar as paredes de alvenaria existentes, será construído um novo edifício a poente do edifício central que garanta um amplo espaço de trabalho, de carácter flexível e divisível com partições interiores. A solução construtiva selecionada e as opções técnicas das rede e sistemas de infraestruturas conjugam-se para oferecer garantias de conforto, durabilidade, segurança, baixos de custos de manutenção e, desta forma, promover a eficiência energética da edificação no seu conjunto, procurando assegurar a possibilidade da sua visita com objetivos pedagógicos.

Pretendendo promover a máxima flexibilidade de utilização em cada um dos espaços intervencionados e a eficiência das infraestruturas que os servem, como forma de facilitar a instalação de programas diversos e alterações funcionais, o projeto organiza os vários espaços de trabalho, receção e exposição entre o edifício central e o novo edifício, em volta do conjunto central de infraestruturas, instalações sanitárias e acessos verticais ao piso superior. 

Propõe-se estabelecer uma área mais contida, a norte do corpo principal, onde se instalam espaços interiores para servir de copa/cozinha aos usuários do edifício, e uma outra área, a sul, de maior dimensão e carácter mais público, aberta ao novo arruamento pedonal previsto e com a instalação de um café aberto ao público.

A Associação Juvenil de Deão, o Itecons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, a Inova+, o Dinamo10 – Creative Hub, a Associação Empresarial do Distrito de Viana do Castelo e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo são os parceiros deste projeto liderado pela autarquia vianense.

O projeto Viana STARTS, aprovado no âmbito do programa Iniciativas Urbanas Europeias, tem um total de investimento de 6.243.572€ e é cofinanciado através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no montante de 4.994.857,60€.

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