O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, Nuno Brás, defendeu, em Viana do Castelo, a necessidade de uma reflexão sobre a criação de uma Ordem dos Jornalistas.
O bispo do Funchal, que falava na sessão de apresentação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se assinalará no dia 12 de maio, apontou na direção da criação de uma Ordem dos Jornalistas, para que os profissionais do setor possam defender as regras próprias de acesso e exercício da profissão, com capacidade de “defender efetivamente” o seu código deontológico.
“Era o momento de retomar esse assunto, com toda a seriedade”, disse Nuno Brás citado pela agência Ecclesia.
O prelado exortou, na ocasião, os jornalistas a terem uma “atitude proativa” na defesa da verdade.
Na sessão, o bispo do Funchal apelou ainda a uma “ecologia da informação”, com o objetivo de distinguir o trabalho jornalístico de outros conteúdos presentes nas plataformas digitais.
“A sua missão é, não apenas a de fornecer a informação como também a de garantir a verdade dessa informação. É isso que distingue o seu trabalho daquilo que nos chega vindo das inúmeras redes que pululam (e poluem) o nosso ambiente humano. Também aqui necessitamos de ecologia — uma ecologia da informação”, disse Nuno Brás, segundo a agência Ecclesia.
O bispo aproveitou também para manifestar solidariedade aos profissionais da comunicação social, “face às difíceis situações em que se encontram e em que trabalham”, e defendeu que os jornalistas “são essenciais ao nosso mundo”.
Na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, hoje divulgada, o Papa alertou que a evolução dos sistemas da “inteligência artificial” está a “modificar de forma radical” a informação e a comunicação e, através delas, “algumas bases da convivência Civil”, defendendo a adoção de um tratado internacional regulador.
“A rápida difusão de maravilhosas invenções, cujo funcionamento e potencialidades são indecifráveis para a maior parte de nós, suscita um espanto que oscila entre entusiasmo e desorientação e põe-nos inevitavelmente diante de questões fundamentais: O que é então o homem, qual é a sua especificidade e qual será o futuro desta nossa espécie chamada ‘homo sapiens’ na era das inteligências artificiais? Como podemos permanecer plenamente humanos e orientar para o bem a mudança cultural em curso?”, questionou Francisco, antes de lançar diversos avisos.
Considerando que “convém limpar o terreno das leituras catastróficas e dos seus efeitos paralisadores”, o Papa alertou que “embora o termo ‘inteligência artificial’ já tenha suplantado o termo mais correto utilizado na literatura científica de ‘machine learning’ (aprendizagem automática), o próprio uso da palavra ‘inteligência’ é falacioso”.
“É certo que as máquinas têm uma capacidade imensamente maior que os seres humanos de memorizar os dados e relacioná-los entre si, mas compete ao homem, e só a ele, descodificar o seu sentido. Não se trata, pois, de exigir das máquinas que pareçam humanas, mas de despertar o homem da hipnose em que cai devido ao seu delírio de omnipotência, crendo-se sujeito totalmente autónomo e autorreferencial, separado de toda a ligação social e esquecido da sua condição de criatura”, acrescentou Francisco.
Segundo o Papa, “o homem sempre teve experiência de não se bastar a si mesmo, e procura superar a sua vulnerabilidade valendo-se de todos os meios”.
“Partindo dos primeiros instrumentos pré-históricos, utilizados como prolongamento dos braços, passando pelos meios de comunicação como extensão da palavra, chegamos hoje às máquinas mais sofisticadas que funcionam como auxílio do pensamento”, escreveu na sua mensagem intitulada “Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”.
Porém, avisou que “cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo, segundo a orientação do coração. O próprio corpo, criado para ser lugar de comunicação e comunhão, pode tornar-se instrumento de agressão. Da mesma forma, cada prolongamento técnico do homem pode ser instrumento de amoroso serviço ou de domínio hostil”.
O Sporting deu esta noite uma das maiores provas de força da sua campanha europeia ao vencer em Alvalade o Paris Saint-Germain, detentor do cetro europeu, por 2-1, resultado que garante, no mínimo, a presença no play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
A seleção nacional de andebol garantiu esta terça-feira, 20 de janeiro, a qualificação para a Ronda Principal do Campeonato da Europa de 2026, depois de uma vitória histórica frente à anfitriã e tetracampeã mundial Dinamarca, por 31-29, na terceira jornada do Grupo B.
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, acompanhou esta segunda-feira a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, numa visita ao Hospital de Santa Luzia, da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM). A iniciativa contou também com a presença do Presidente do Conselho de Administração da ULSAM, José Cardoso.
O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou a abertura de concursos públicos para obras de beneficiação e promoção da eficiência energética em três piscinas municipais: Atlântico, Barroselas e Frederico Pinheiro.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai investir cerca de 320 mil euros, ainda este ano e em 2027, para implementar investimentos estratégicos na recolha seletiva de resíduos urbanos.
A Câmara de Caminha lançou um novo regime de residências partilhadas destinado a pessoas em situação de isolamento, idosos dependentes ou cidadãos sem condições económicas para habitação adequada. A medida foi publicada no Diário da República.
As obras de construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo, no local onde existiu o antigo prédio Coutinho, foram temporariamente interrompidas devido ao alargamento da área de escavações após a descoberta de achados arqueológicos.