O Eixo Atlântico reuniu em Viana do Castelo presidentes e responsáveis da Comissão Europeia dos eixos prioritários da Política Urbana. No seminário, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, apelou a um esforço conjunto “do pensamento, da academia, dos decisores e dos investidores” em torno da estratégia de crescimento do Pacto Verde, referindo que o mesmo “é uma nova oportunidade da economia” que precisa de uma agregação de esforços para garantir fontes de financiamento junto da União Europeia.

O Pacto Verde é uma estratégia de crescimento baseada num ambicioso pacote de iniciativas políticas cujo objetivo é situar a União Europeia no caminho para uma transição ecológica sustentável, com a intenção de alcançar a neutralidade climática até 2050. A estratégia inclui medidas de controlo de poluição, políticas sociais e ações contra a mudança climática, leis de sustentabilidade, redução das emissões de gás, eficiência energética, economia circular ou economia verde, entre outras.
“Temos grandes desafios, muitos deles absolutamente emergentes, que nos obrigam a pensar e decidir mais rápido. No entanto, estou absolutamente tranquilo porque esta associação do Eixo Atlântico representa um espaço de construção e de partilha que nos tem ajudado imenso a interpretar o nosso território e que nos dá segurança para abraçar os novos desafios”, declarou o autarca.
Luís Nobre assumiu que “a transição digital já foi iniciada”, referindo que é preciso trabalhar a transição climática “sempre com o Oceano Atlântico como ponto em comum e de união”. “Não temos de temer este processo, temos condições para partilhar, para incorporar as novas oportunidades, não só na economia do mar, mas também na energia, para cumprimento das metas internacionais”, realçou.

Também o Secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, frisou que “o Pacto Verde é uma figura absolutamente fundamental e obrigatória para desenvolver políticas urbanas e para aceder a fundos”, considerando que Viana do Castelo “sempre soube reunir muito bem a componente marítima com a cidade, o mar e a cidade, o porto e a cidade”.
O Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, marcou presença no arranque dos trabalhos e defendeu que o Eixo Atlântico “é, porventura, um dos espaços mais inovadores da União Europeia no que toca à cooperação”, já que “tem sido um espaço de concertação entre os municípios do Norte de Portugal e da Gazila”, assumindo-se como “um espaço transfronteiriço de excelência”.
“Temos de colocar os temas dos oceanos no centro das políticas públicas. Precisamos de defender na União Europeia uma maior cooperação entre comissários ligados aos oceanos e ao ciclo da água”, afirmou, sugerindo a organização de um fórum anual para mobilizar todos os cidadãos para os grandes temas da sustentabilidade e dos oceanos.
“É nos oceanos que temos de fazer a verdadeira transição energética. Precisamos fazer uma autêntica revolução, alterando e adequando os portos à descarbonização, apostando nas energias renováveis offshore, associando os oceanos à produção de energia limpa”, considerou, assumindo que “o mar é o nosso território do futuro”.

“A agenda do Eixo tem de introduzir esta agenda dos oceanos porque é através desta que vamos construir o nosso futuro. Temos de fazer bem feito, com a academia, os cidadãos, mas acima de tudo com os agentes políticos”, disse, juntando-se às palavras do autarca Luís Nobre.
A Presidente do Eixo Atlântico, Lara Méndez, referiu que “a sustentabilidade passa também pelo urbanismo e pelo desenvolvimento de projetos que combatam as alterações climáticas e que se empenhem na área social, para que os territórios sejam confortáveis e acolhedores e se foquem nas pessoas, porque se as oportunidades económicas e o emprego não forem garantidos, as pessoas mudam-se para outros lugares”.
A proximidade, o entusiasmo nos reencontros e a procura de contacto são comportamentos que os tutores podem interpretar como agradecimento. Contudo, não é possível afirmar que os cães sentem gratidão nos mesmos termos que os humanos.
O Voleibol Clube de Viana recebe este sábado o Ala de Gondomar, às 16h00, no Pavilhão Municipal de Santa Maria Maior, em encontro da terceira jornada da I Divisão Nacional.
Estudantes de Design do Produto e de Gastronomia e Artes Culinárias da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) estão a desenvolver propostas de louça em barro destinadas a servir receitas tradicionais dos dez municípios do Alto Minho. O trabalho integra o projeto “Da Boca ao Barro”, promovido em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho).
Valença recebeu uma delegação italiana ligada às Fortalezas Venezianas para uma visita de trabalho dedicada à gestão e conservação do património fortificado, no âmbito da preparação da candidatura conjunta de Valença, Almeida e Marvão a Património Mundial da UNESCO.
Mais de 80 pessoas contribuíram, em Tui, para identificar os valores naturais e culturais a preservar e os desafios da candidatura à UNESCO para a criação de uma Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Rio Minho. A poluição, as espécies invasoras e a necessidade de garantir uma gestão com participação da população estiveram entre as preocupações apresentadas.
A CP – Comboios de Portugal estreia, nos dias 7 e 8 de novembro, o Comboio Histórico a Vapor Templário, uma nova experiência turística que liga o Entroncamento a Tomar, combinando património ferroviário com recriações da história da Ordem do Templo.
Operação decorre entre 30 de outubro e 1 de novembro e abrange as principais vias de circulação do continente, com especial atenção à prevenção da sinistralidade rodoviária.