Manuel Salgueiro, autarca de São Romão de Neiva, pediu uma reunião ao presidente da Câmara de Viana do Castelo, com a presença da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para resolver as constantes descargas poluentes no ribeiro de Radivau.
Em conferência de imprensa, realizada na sede da Junta de Freguesia de São Romão do Neiva, com a presença dos autarcas de Castelo de Neiva e de Antas, Esposende, e após uma reunião conjunta com a Associação Rio Neiva, Manuel Salgueiro, solicitou uma reunião à APA.
Salgueiro disse que os empresários instalados na segunda fase da zona industrial de Neiva “não podem ser metidos todos no mesmo saco”, mas sublinhou que “há três ou quatro ovelhas negras que estão a prejudicar o parque empresarial” e manifestou-se “apreensivo com a atuação da APA”.
As descargas poluentes acontecem, recorrentemente, desde janeiro de 2022 no ribeiro de Radivau, junto à segunda fase da zona industrial do Neiva. Em dezembro de 2022, a APA informou que os “problemas de poluição” no ribeiro de Radivau “resultam de ligações indevidas à rede de águas pluviais, no troço em que a mesma se encontra entubada”.
“A Junta de São Romão do Neiva está a sofrer uma opressão enorme da população. Certamente que os colegas se já não estão, irão sofrer pressão para que se faça alguma coisa. O problema tem de ser resolvido, nem que para isso tenha de se mobilizar os fregueses das três freguesias”, afirmou Manuel Salgueiro, reforçando que “só esta semana foram detetadas duas descargas ilegais, uma na segunda-feira de “uma massa pastosa azul e branca” e, outra na quarta-feira, “de óleo e gasóleo”.
“Temos lontras. A sua existência pode atestar o grau de pureza das águas do rio Neiva. Queremos manter isto e não vamos compactuar com estas situações. Por isso não vamos deixar o colega [são Romão do Neiva] a lutar sozinho”, frisou Paulo Torres, autarca de Castelo de Neiva.
Segundo Manuel Salgueiro, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, “está solidário com as freguesias e preocupado com o que está a acontecer”.
Também o autarca de Antas, José Viana, expressou “solidariedade” e garantiu que as autarquias não podem deixar que “os prevaricadores estraguem um rio lindíssimo”.
O ribeiro de Radivau desagua no rio Neiva, que passa por Castelo do Neiva e São Romão do Neiva, em Viana do Castelo, até Antas, no concelho de Esposende, no distrito de Braga.
No verão, este curso de água é muito frequentado para a prática balnear.
O Centro Cultural de Viana do Castelo recebe, entre os dias 18 e 26 de abril, mais uma edição do “Ler em Viana – Festa do Livro e das Artes”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal e programada pela Biblioteca Municipal. O evento integra a 46ª Feira do Livro e contará com 32 stands, 14 livreiros e 66 editoras.
O Sporting Clube de Braga empatou a um golo frente ao Real Betis, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, disputada no Estádio Municipal de Braga.
Viana do Castelo volta a transformar-se num grande jardim a céu aberto com o regresso da iniciativa Viana Florida, que este ano decorre sob o tema “Espaços verdes para uma cidade sustentável”. O evento promete dinamizar a cidade e várias freguesias do concelho com um programa alargado de atividades culturais, recreativas e de valorização do património floral.
O ator e encenador Philippe Leroux estará em Melgaço no próximo dia 10 de abril para orientar uma nova ação do CAPACITEATRO, programa que está a percorrer os dez concelhos do Alto Minho.
O médico português André Amorim, residente em Viana do Castelo, lançou o livro “Mãos que oferecem rosas”, uma obra de narrativas e parábolas de tradição espiritual, já disponível nas principais livrarias em Portugal e editada pela Idioteque.
A Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU) elegeu os seus novos órgãos sociais, num processo eleitoral unânime que marca o início de um novo mandato na entidade que representa o setor da limpeza urbana em Portugal.
O colapso do paredão da praia de Moledo, ocorrido após vários episódios de forte agitação marítima durante o inverno, poderá ter consequências permanentes para a atividade balnear na zona. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, admitiu esta semana que “dificilmente haverá condições” para a reabertura do bar de apoio de praia localizado junto à estrutura que ruiu.