O presidente da câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, defendeu hoje que a solução para a ligação por ‘ferryboat’ com a Galiza, suspensa desde 2020, tem de envolver os governos de Portugal e Espanha.
“Este é um assunto que não pode ficar única e exclusivamente às costas dos caminhenses. Terão todos de ser envolvidos na solução, Câmara de Caminha e de A Guarda, mas acima de tudo, Governo de Portugal e Espanha”, disse Rui Lages à Lusa.
De acordo com o autarca, “a embarcação encontra-se atracada com um enorme banco de areia a impedir a sua navegação” e, para além disso, “o cabal do ‘ferry’ encontra-se todo ele assoreado”.
Rui Lages falava em resposta a um comunicado da coligação O Concelho em Primeiro, que reúne PSD, CDS-PP e PPM, indicando que “do lado espanhol já têm o pontão recuperado e será colocado nos próximos dias em funcionamento”.
Os vereadores da oposição lamentam que, do lado português esteja um ‘ferryboat’ “sem condições de navegabilidade e nem a questão do desassoreamento foi acautelada”.
A coligação diz ainda que “já tem pronta uma missiva para enviar ao Governo, de forma a tentar sensibilizar para a necessidade urgente de desassoreamento do Rio Minho”.
Os vereadores da oposição referem ainda “um pedido de agendamento de reunião com o Ministério das infraestruturas para sensibilizar sobre a necessidade de se começarem a dar os primeiros passos para uma solução de ligação, ambientalmente compatível, mas definitiva e engrandecedora para o concelho de Caminha”.
Já em 2023 os eleitos da coligação “tinham alertado” que “tinha que se ter o ‘ferryboat’ em condições para quando o pontão estivesse operacional, e que se deveria tratar da questão do desassoreamento do Rio Minho para que o funcionamento do mesmo não estivesse dependente de marés para navegar”, dizem no comunicado, lamentando a “inércia” do executivo.
Em resposta à Lusa, o presidente da Câmara de Caminha lembra que o ‘ferry’ Santa Rita de Cássia está “ancorado e parado desde 2020”, inicialmente “por restrições nas fronteiras por causa da pandemia covid-19 e, posteriormente, porque o pontão em Espanha estava inoperacional”.
Rui Lages diz ter-se reunido no dia 3 com o alcalde de A Guarda e que ambos estão em “sintonia” sobre o facto de considerarem ser “um tema de abrangência nacional, de preocupação entre dois Estados”.
Quanto ao assoreamento, o autarca lembra ter solicitado à DGRM – Direção Geral dos Recursos Marítimos “que pudesse fazer o levantamento batimétrico do rio por forma a sabermos que quantidade de areia terá de se extraída”.
Em agosto, em declarações à agência Lusa, Rui Lages disse que, “mesmo com a obra concluída no lado galego, o ‘ferry’ vai continuar parado por causa do assoreamento do rio internacional”.
O autarca socialista, que falava na sequência de uma reunião que teve com o seu homólogo de A Guarda, Roberto Carrero, disse que “o canal de navegação do ‘ferry’ está “completamente assoreado”, impedindo a ligação entre os municípios.
Lages disse que, na reunião, ficou definido com o seu homólogo galego que “tanto do lado português, como do lado espanhol” os dois autarcas vão continuar a fazer pressão junto dos Governos dos dois países para resolver o problema”.
Numa nota de imprensa conjunta emitida no final da reunião, os dois autarcas destacam ser “necessário encontrar financiamento por parte dos Estados para que o rio Minho possa ser desassoreado e garantir uma ligação fluvial mais robusta e efetiva”.
“Necessitamos de ter uma ligação efetiva e regular entre estes dois povos”, referiram os autarcas, citados no documento.
O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia começou a cruzar o rio Minho em 1995, mas ao longo dos anos a travessia esteve várias vezes interrompida, em algumas situações por largos períodos, ou devido a avarias na embarcação ou pelo assoreamento do canal de navegação.
Desde maio de 2022, a ligação está interrompida devido a “problemas graves” no cais galego.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da GNR vai organizar uma caminhada pela floresta no concelho de Paredes de Coura, no dia 17 de março, em comemoração do Dia Mundial da Árvore e da Floresta, que se assinala a 21 de março.
Terminou nos quartos de final o percurso da Juventude Viana na Taça de Portugal de hóquei em patins. Num jogo intenso e repleto de emoção disputado no Pavilhão Municipal José Natário, em Viana do Castelo, o CD Póvoa acabou por garantir o apuramento para a Final Four após vencer (5-7) no desempate por grandes penalidades, depois de um empate (4-4) no tempo regulamentar e prolongamento.
O Navio Hospital Gil Eannes, em Viana do Castelo, recebeu a sessão de encerramento do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza, dedicada ao balanço das atividades desenvolvidas ao longo dos últimos dois anos.
A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura (ADASPACO) prepara-se para assinalar um marco histórico: a dádiva de sangue n.º 5.500 desde o início do seu novo trajeto, a 1 de janeiro de 2015.
A equipa sénior masculina do Voleibol Clube de Viana venceu, este sábado, o Clube Nacional de Ginástica por 3-1, em partida referente à 4.ª jornada da fase de subida à I Divisão Nacional.
No âmbito das comemorações do 128.º aniversário do Sport Clube Vianense, realizou-se este sábado, na sede do clube centenário, a Sessão Solene de Entrega de Emblemas de 25 e 50 anos de filiação, um momento de grande simbolismo dedicado à homenagem de associados que, ao longo de décadas, mantiveram uma ligação fiel e dedicada à instituição.
A quarta edição do Viana Granfondo, que se realiza este domingo em Viana do Castelo, deverá estabelecer um novo recorde de participação, com cerca de 2000 inscritos, o número mais elevado desde a criação do evento.