A visita contou ainda com a presença da presidente da União de Freguesias de Moledo e Cristelo, Maria Goreti Verde, e do vereador Carlos Castro. No local foi confirmada a necessidade de intervenção no muro de defesa da praia, tendo em conta os efeitos da erosão costeira que se têm intensificado naquela zona do concelho de Caminha.
Segundo as entidades envolvidas, foi assumido um compromisso de colaboração entre a Agência Portuguesa do Ambiente, o município e a junta de freguesia para avançar com soluções que permitam reforçar a proteção da frente marítima.
A intervenção será desenvolvida em duas fases. A primeira, de caráter urgente, tem como objetivo estabilizar a praia e garantir condições de segurança e utilização durante a próxima época balnear. Numa segunda fase, de natureza estrutural, serão realizados estudos técnicos e sondagens para avaliar o estado do paredão e definir uma solução de intervenção mais duradoura.

O projeto para a intervenção urgente será tratado como prioridade, prevendo-se a contratação de um projetista, a elaboração do projeto e o lançamento da respetiva empreitada. O investimento estimado poderá atingir cerca de quatro milhões de euros.
Em paralelo, está também prevista a alimentação artificial de areia no areal e a reparação dos geo-tubos atualmente danificados, medidas destinadas a reforçar a proteção da praia face à ação do mar.
A presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, considera que a articulação entre as diferentes entidades demonstra o empenho na proteção de um dos espaços balneares mais emblemáticos do concelho e na salvaguarda da economia local, fortemente ligada ao turismo.