EcoProve, a nova aplicação desenvolvida por antigos alunos do Politécnico de Viana do Castelo, chega para incentivar a sustentabilidade no setor têxtil, promovendo a economia circular através da valorização das peças de roupa.

A cada ação sustentável, como a reparação ou a doação de vestuário, os utilizadores acumulam pontos que podem ser trocados por vouchers em lojas parceiras.
A aplicação foi apresentada esta quinta-feira e nasce do trabalho desenvolvido por antigos alunos do curso de licenciatura em Engenharia Informática do Politécnico de Viana do Castelo.
A EcoProve visa promover práticas de economia circular, incentivando os utilizadores a adotarem comportamentos que prolonguem a vida útil do têxtil e do vestuário e que reduzam o desperdício. Num mundo ideal, dizem Diogo Assunção e David Braga, os utilizadores nem precisariam da App ou, no limite, até a instalariam como instrumento de ajuda para aferir, da melhor forma, o impacto das suas ações.
Mas, conscientes de que o mundo ideal não existe, estes dois antigos estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo e atuais bolseiros no Projeto Be@t decidiram criar “uma app ‘gamificada’, em que o utilizador ganha pontos e pode trocá-los por algo.
Na prática, o utilizador é incentivado a desempenhar ações mais sustentáveis e que promovam a longevidade das peças de roupa. De que forma? A resposta é simples. Optar pelo conserto em vez da substituição, partilhar, doar ou vender as roupas que já não usa. O envio das peças para reciclagem é também uma das opções apontadas, afirma a docente e orientadora do projeto Estrela Cruz. Por cada boa ação, o utilizador recebe pontos ou medalhas que darão direito a vouchers para serem trocados em lojas parceiras.
Estes pontos e estas medalhas são, também, “formas de criar um ambiente mais compensador e competitivo, no bom sentido, uma vez que os utilizadores podem usar chats embutidos na App para falar, doar peças de roupa e vangloriar-se das medalhas conquistas”, descrevem os dois jovens de 21 anos, naturais da Póvoa de Varzim.
Sendo ainda uma versão beta e, por isso, numa fase inicial, Diogo e David não esperam uma grande afluência de utilizadores, uma vez que ainda não existem empresas associadas a disponibilizar vouchers. “Esperamos atrair empresas para esta causa, para aumentar a afluência de utilizadores e criar um movimento que promova a transição do setor têxtil e do vestuário para a economia circular. Além disso, pretendemos ter feedback das funcionalidades disponíveis para uma evolução contínua da aplicação”, rematam.
O Projeto Be@t – Bioeconomia para Têxtil e Vestuário para Reforço da Bioeconomia Nacional – tem como principal objetivo a promoção e a valorização da bioeconomia para têxtil e vestuário, contando com dezenas de entidades envolvidas no desenvolvimento das várias iniciativas.
Para já, a EcoProve está disponível na Play Store, mas é intenção dos dois jovens colocá-la também disponível na App Store, e deixam o repto a quem se quiser associar, sejam empresas ou utilizadores.
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