O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), Manoel Batista, encerrou, em Ponte de Lima, a 6ª edição do Alto Minho FIRECAMP, destacando o evento como um exemplo de cooperação e inovação na gestão do fogo.

Na sua intervenção, sublinhou a importância da cooperação entre entidades e da aposta na inovação, referindo que iniciativas como esta reforçam a preparação dos territórios para os desafios impostos pelas alterações climáticas.
“O FIRECAMP consolidou-se, ao longo dos anos, como um espaço privilegiado para debater estratégias e promover a capacitação técnica, num momento em que as alterações climáticas nos impõem desafios cada vez maiores”, afirmou Manoel Batista, reforçando ainda o compromisso da CIM Alto Minho com a inovação e a cooperação transfronteiriça nesta área.
A sessão de encerramento ficou também marcada pelas intervenções de Paulo Ramalho, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), em representação do ministro da Agricultura e Pescas, e de Marcos Pereira, gerente da Agencia Gallega de Emergencias (AXEGA).
Paulo Ramalho destacou a importância de perceber que a Galiza e o Norte de Portugal são duas regiões que formam uma única euro-região, enfrentando desafios comuns no que toca aos incêndios florestais. “Os incêndios não conhecem fronteiras, e por isso devemos trabalhar em conjunto na prevenção e no combate, garantindo soluções eficazes e sustentáveis. O Programa POCTEP é fundamental para a implementação de políticas públicas conjuntas e para a definição de estratégias preventivas num contexto de alterações climáticas. Estamos a dar o nosso contributo enquanto agentes locais para uma maior resiliência territorial”, referiu.
Já Marcos Pereira, da AXEGA, realçou a relevância do FIRECAMP enquanto espaço de aprendizagem e inovação. “Foi muito bom partilhar estes momentos com especialistas de diversas áreas. Esta foi uma ação muito enriquecedora do ponto de vista técnico, permitindo explorar novas abordagens e aplicações tecnológicas na gestão do fogo. Experiências como esta impulsionam a investigação e demonstram a importância da cooperação transfronteiriça, da qual o projeto ATEMPO é um excelente exemplo”, afirmou.
O seminário internacional Alto Minho FIRECAMP 2025 reuniu cerca de 250 participantes para, em dois dias, debater a gestão dos fogos florestais e a resiliência dos territórios rurais. Desde 2013, este evento percorre os municípios do Alto Minho, promovendo a partilha de conhecimento entre investigadores, técnicos, operacionais da proteção civil e responsáveis da administração pública.
Nestes dois dias intensos, a inovação tecnológica e a inteligência artificial estiveram em destaque, com especialistas a apresentarem soluções avançadas para a prevenção e combate aos incêndios florestais. Foram debatidas novas ferramentas como o LiDAR portátil, que permite caracterizar os combustíveis florestais com elevada precisão, e plataformas de monitorização aérea que apoiam a tomada de decisão. Além disso, foram discutidos sistemas baseados em inteligência artificial para prever desastres naturais e otimizar a gestão do fogo em tempo real.
A par da tecnologia, destacou-se também a importância das práticas tradicionais na gestão sustentável do território. Especialistas sublinharam o papel fundamental do pastoreio e do uso do fogo, estratégias que há séculos contribuem para a preservação das paisagens do Alto Minho. Investigadores apresentaram casos de sucesso que demonstram como estas práticas, aliadas à ciência e à tecnologia, podem continuar a ser ferramentas essenciais na prevenção de incêndios e na manutenção da biodiversidade.
Com um equilíbrio entre inovação e tradição, o FIRECAMP 2025 reafirma-se, uma vez mais, como um espaço de reflexão sobre os desafios e oportunidades na gestão dos incêndios florestais, promovendo soluções sustentáveis para um território mais resiliente às alterações climáticas e aos riscos derivados. Os participantes destacaram a relevância das discussões e a qualidade dos intervenientes, considerando o evento um sucesso.
Amanhã, dia 1 de fevereiro, arranca em Paredes de Coura o Alto Minho TREX, uma iniciativa realizada pela CIM Alto Minho, em parceria com a organização norte-americana The Nature Conservancy e o apoio dos municípios do Alto Minho. Dedicado ao uso do fogo controlado como ferramenta de gestão da paisagem e prevenção de incêndios, o TREX já vai na sua 7ª edição, contando ainda com o reconhecimento do Instituto Florestal Europeu (EFI) e o apoio da Associação Europeia de Fogo Prescrito – NODFYR PORTUGAL. Este programa, que decorre até 7 de fevereiro, contará com a participação de profissionais de vários países para um conjunto de ações piloto de treino e intercâmbio de técnicas de uso do fogo prescrito de raiz tradicional.
Mais informações sobre o Alto Minho TREX podem ser consultadas em https://altominhotrex.wixsite.com/2025.
Tanto o FIRECAMP como o TREX integram-se no projeto transfronteiriço ATEMPO – Asistencia Transfronteriza de Emergencias, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa INTERREG VI A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, que visa reforçar a cooperação entre Portugal e Espanha na prevenção e resposta a emergências naturais.
O Sport Clube Vianense saiu derrotado este sábado por 1-0 na deslocação ao terreno do Bragança, num encontro decidido apenas nos instantes finais e que deixa a luta pela subida adiada para a última jornada.
O encontro entre a Juventude Viana e o Candelária SC, relativo à 1.ª mão do Apuramento para Campeão Nacional da 2.ª Divisão de Hóquei em Patins, foi adiado para domingo, na sequência dos constrangimentos nas ligações aéreas que têm afetado o arquipélago dos Açores.
Em Ponte de Lima, a celebração dos 200 anos das Feiras Novas vai dar origem a uma exposição fotográfica participativa que pretende envolver a comunidade na construção de uma memória coletiva da romaria.
Valença assinalou, no dia 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus com um conjunto de iniciativas culturais e educativas subordinadas ao tema “Museus a Unir um Mundo Dividido”, promovendo a ligação entre património, memória e cidadania.
As praias da Ínsua, Arda e Paçô, no concelho de Viana do Castelo, estão entre as 73 praias portuguesas distinguidas com o selo “Praia Poluição Zero”, atribuído pela Associação ZERO, numa classificação que reconhece os locais balneares sem qualquer registo de contaminação microbiológica durante as últimas três épocas balneares.
As condições meteorológicas adversas que têm afetado o arquipélago dos Açores, com especial incidência no nevoeiro e na redução significativa da visibilidade, estão a provocar fortes constrangimentos na operação aérea interilhas e com ligação ao continente.
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