O presidente executivo da empresa Águas do Alto Minho (AdAM) disse que a rede de abastecimento de água que serve sete dos 10 concelhos da região regista 30% de perdas, estimando dentro de três anos reduzir para os 20%.
“O nosso número, neste momento, está mais ou menos alinhado com a média nacional. Descemos cerca de 10% o indicador de água não faturada. Passamos de 40% para 30% e o nosso objetivo é atingir o valor de 20%, dentro de três anos”, afirmou Fernando Vasconcelos.
Em declarações à agência Lusa, à margem de um colóquio promovido pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), em Viana do Castelo, o responsável garantiu que a empresa que gere as redes de abastecimento de água, em baixa, saneamento e resíduos, “está a investir fortemente no aumento da eficiência hídrica”.
Em 2020, no primeiro ano de atividade, “a AdAM detetou 1.884 roturas na rede e na globalidade da sua área de intervenção, com um volume de 45,4% de perdas de água no sistema de distribuição”, estimando “um investimento nas redes de abastecimento e saneamento da região de mais de 36 milhões de euros”.
Em 2022, a empresa avançou à Lusa que a rede que serve sete dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo tem uma extensão de 3.700 quilómetros de condutas, que perde, 50% da água para abastecimento.
Sobre o preço da água praticado na região, Fernando Vasconcelos disse que “alinha com a média nacional e com os valores que já eram praticados na região”.
Em “todos os concelhos, a tarifa, no primeiro escalão, entre os zero e os cinco metros cúbicos, é atualmente de 30 cêntimos, por metro cúbico, sendo que “o custo para a AdAM da água que compra às Águas do Norte, empresa que gere a rede em alta, é de 70 cêntimos, por metro cúbico”.
“Obrigatoriamente, as entidades gestoras têm de ser sustentáveis, mas também estão confrontadas com os custos associados ao funcionamento do serviço, que nos últimos anos tiveram aumento muito elevado, entre eles o da energia. As tarifas que praticamos estão sempre sujeitas a essa pressão”, referiu.
Fernando Vasconcelos defendeu que “o preço da água a nível nacional devia ser mais uniforme, registando-se uma grande variação do valor que as pessoas pagam pela água e saneamento”, observando que “o preço da água é mais barato em zonas com maior escassez de água e com um nível médio de perdas é maior quando são comparados os resultados das NUTS- Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos”.
No discurso que proferiu na abertura do colóquio promovido pela APDA, o presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu, a “cooperação” e a “parceria” na gestão da água, referindo que é necessária “a estabilidade dos modelos de gestão da água, promovendo parcerias entre os diversos agentes, num modelo que deve ter um fio condutor, sem sofrer solavancos”.
Luís Nobre alertou que é necessário “dar sentido, segurança, resiliência ao setor da água”, colocando o foco “na cooperação entre todos”.
“O que temos tido são duas velocidades. Quem acredita e adere aos modelos de cooperação e quem fica na perspetiva da dependência dos quadros comunitários e espera que os outros resolvam as necessidades existentes”, destacou.
Viana do Castelo volta a transformar-se num grande jardim a céu aberto com o regresso da iniciativa Viana Florida, que este ano decorre sob o tema “Espaços verdes para uma cidade sustentável”. O evento promete dinamizar a cidade e várias freguesias do concelho com um programa alargado de atividades culturais, recreativas e de valorização do património floral.
O ator e encenador Philippe Leroux estará em Melgaço no próximo dia 10 de abril para orientar uma nova ação do CAPACITEATRO, programa que está a percorrer os dez concelhos do Alto Minho.
O médico português André Amorim, residente em Viana do Castelo, lançou o livro “Mãos que oferecem rosas”, uma obra de narrativas e parábolas de tradição espiritual, já disponível nas principais livrarias em Portugal e editada pela Idioteque.
A Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU) elegeu os seus novos órgãos sociais, num processo eleitoral unânime que marca o início de um novo mandato na entidade que representa o setor da limpeza urbana em Portugal.
O colapso do paredão da praia de Moledo, ocorrido após vários episódios de forte agitação marítima durante o inverno, poderá ter consequências permanentes para a atividade balnear na zona. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, admitiu esta semana que “dificilmente haverá condições” para a reabertura do bar de apoio de praia localizado junto à estrutura que ruiu.
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O concelho de Viana do Castelo volta a associar-se ao Dia Nacional dos Moinhos Abertos 2026, com a abertura gratuita de vários moinhos e azenhas ao público nos dias 11 e 12 de abril.