Logo
Regional

Agricultores do Norte em protesto contra falta de apoio do Governo e confederações

1 Fevereiro, 2024 | 5:25
Partilhar
Pedro Xavier
2 min. leitura

A porta-voz dos agricultores de Trás-os-Montes, Douro e Minho do Movimento Civil Agricultores de Portugal disse que a manifestação prevista para esta quinta-feira é a resposta ao autismo do Governo e das confederações pelos problemas do setor.

“Tem havido um autismo por parte do Governo e das confederações. Era previsível que isto acontecesse porque os agricultores, de repente, viram que não estavam a ser representados, não estavam a ser ouvidos”, afirmou Ana Rita Bivar.

Os agricultores portugueses manifestam-se a partir das 06:00 desta quinta-feira com máquinas agrícolas nas estradas de várias zonas do país, reclamando “condições justas” e a “valorização da atividade”, foi hoje anunciado. Segundo um comunicado divulgado hoje, trata-se de uma iniciativa do denominado Movimento Civil Agricultores de Portugal, que se apresenta como “um movimento civil espontâneo e apartidário que une agricultores e sociedade civil em defesa do setor primário”.

Ana Rita Bivar explicou que sendo um movimento “totalmente espontâneo”, é difícil apontar com precisão os locais onde vão decorrer os protestos.

“Há muitos grupos que se estão a organizar individualmente e não temos conhecimento onde vão estar”, referiu.

Com “mais certeza” apontou a região de Trás-os-Montes, em Barca d’Alva, Freixo de Espada à Cinta, Bemposta, Miranda do Douro e no IC5.

A responsável indicou que “há grandes movimentações” previstas também para Vila Real, Lamego, Macedo de Cavaleiros, mas disse desconhecer em que local do Minho ocorrerão os protestos.

Segundo Ana Rita Bivar, uma das preocupações prende-se com o “corte nas ajudas anuais” que deixou os agricultores “completamente desprotegidos”.

“Nós já estávamos com a corda ao pescoço desde há muito anos, mas depois piorou muito com a pandemia de covid-19 e com guerra na Ucrânia e o aumento do cereal. Depois a seca, com o cereal a ser todo importado e chegar a preços incomportáveis. A ministra da Agricultura ignorou esse facto, ostensivamente. E as próprias confederações a ignoraram esse facto”, criticou.

Na “pequena” exploração de Ana Rita Bivar, em Trás-os-Montes, perto de Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, a despesa com a alimentação das 50 ovelhas, duas vacas e cinco cavalos, tornou “incomportável”.

“Num ano, um fardo grande de feno, que custava 15 euros, passou a custar 65 euros. Por semana, os animais comem um fardo em quatro dias”, especificou, adiantando que em dezembro último vendeu o rebanho de ovelhas face ao “adiamento no pagamento das ajudas”.

Segundo Ana Rita Bivar, a falta de ajudas levou ao encerramento de explorações agrícolas, que continuam a fechar “porque as pessoas não estão a aguentar a despesa”.

Ana Rita Bivar adiantou que a Agenda 2030 da União Europeia (UE) é outras das preocupações do setor, por defender “uma agricultura regenerativa que tem uma data de medidas que esmagam o agricultor e que são tudo menos ambientalistas ou sustentáveis”.

“O que está a acontecer é uma farsa gigante que está a ser montada. Estão a dar a informação à sociedade civil completamente errada, sempre com o pretexto das alterações climáticas e o que se está a fazer é exatamente o contrário para resolver todos esses problemas”, sustentou.

Segundo Ana Rita Bivar, os agricultores estão “magoados” por verem que “as confederações agrícolas estão perfeitamente alinhadas com os políticos para cumprir a agenda europeia”.

“Essa agenda traz problemas gravíssimos para os agricultores, para o ambiente, para as comunidades que vivem dependentes do trabalho na terra, mas também para toda a sociedade civil”, referiu.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Regional 26 Fevereiro, 2026

Voluntários de Viana do Castelo recuperam casas em freguesia de Leiria

Uma equipa de voluntários da Câmara Municipal de Viana do Castelo começou, no início da semana, a recuperar duas habitações na Freguesia do Souto da Carpalhosa, no concelho de Leiria.

Nacional 26 Fevereiro, 2026

Viana do Castelo entre as capitais com maior crescimento na oferta de casas para arrendar

O mercado de arrendamento em Portugal registou um aumento de 11% no stock de habitação disponível no último trimestre de 2025, face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da idealista, o principal marketplace imobiliário do sul da Europa.

Desporto 26 Fevereiro, 2026

Vila Nova de Cerveira lidera rede europeia para promover envelhecimento ativo

O Município de Vila Nova de Cerveira deu mais um passo na afirmação internacional do projeto ‘Olympics4All – Active Ageing for Inclusive Communities’, ao acolher, na Biblioteca Municipal, a primeira reunião do Grupo de Ação Local (GAL), no âmbito do URBACT IV, financiado pela União Europeia.

Regional 26 Fevereiro, 2026

Viana do Castelo distinguida com Galardão Autarquia Voluntária 2025

Viana do Castelo foi uma das 31 autarquias premiadas com o Galardão Autarquia Voluntária 2025, entregue pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, numa cerimónia realizada ontem no Teatro Thalia, em Lisboa.

Desporto 26 Fevereiro, 2026

Portugal Undercup Monção quer afirmar-se como o maior torneio de formação da Península Ibérica

Monção volta a estar no centro do futebol jovem internacional com a realização de mais uma edição do Portugal Undercup Monção, que este ano decorre em dois momentos — de 18 a 21 de junho e de 25 a 28 de junho — abrangendo dois fins de semana consecutivos.

Nacional 26 Fevereiro, 2026

Viana do Castelo passa a integrar Conselho Nacional da Filigrana

O Município de Viana do Castelo passou a fazer parte do Conselho Consultivo da Associação da Arte Filigraneira de Portugal (AAFP), numa iniciativa que visa reforçar a preservação e projeção da tradicional arte da filigrana portuguesa.

Regional 26 Fevereiro, 2026

Vandalismo atinge embarcação no Porto de Abrigo de Viana do Castelo

Uma embarcação com registo em Vila Praia de Âncora foi alvo de um ato de vandalismo no Porto de Abrigo de Viana do Castelo, onde se encontrava atracada devido às condições adversas do estado do tempo e à inoperacionalidade do porto de mar daquela vila do concelho de Caminha.