Logo
Internacional

2024 pode bater recorde de calor de 2023

27 Janeiro, 2024 | 14:55
Partilhar
Viana TV
3 min. leitura

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) avisou que o ano de 2024 pode bater o recorde de calor ocorrido em 2023 devido ao fenómeno El Niño.

Segundo a OMM, agência da ONU, a tendência de aquecimento do planeta, impulsionada pelo fenómeno El Niño, que levou em 2023 a temperatura do ar a bater recordes todos os meses entre junho e dezembro, deverá continuar em 2024.

Por definição, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o El Niño é o aquecimento anómalo das águas superficiais do oceano Pacífico, predominantemente na sua faixa equatorial, afetando o clima global e a circulação geral da atmosfera.

Citada pelas agências noticiosas internacionais, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, advertiu que este fenómeno meteorológico, que surgiu em meados de 2023, pode aumentar ainda mais as temperaturas em 2024.

“Uma vez que o El Niño normalmente tem o maior impacto nas temperaturas globais após o seu pico, 2024 poderá ser ainda mais quente”, alertou.

Segundo o IPMA, o fenómeno El Niño acontece em intervalos médios de quatro anos e persiste durante seis meses a 1,3 anos.

O relatório anual da OMM confirmou que 2023 foi o ano mais quente no mundo desde que há registos, corroborando o balanço publicado na terça-feira pelo programa europeu de observação da Terra Copernicus (uma das fontes dos dados da OMM).

O anterior recorde anual de calor no mundo pertencia a 2016.

De acordo com a OMM, a temperatura média mundial em 2023 foi 1,45ºC acima do nível pré-industrial (1850-1900), aproximando-se do limite do aquecimento global de 1,5ºC fixado pelo acordo climático de Paris, em 2015.

Segundo o Copernicus, 2023 foi 1,48ºC mais quente face à era pré-industrial.

O serviço de monitorização das alterações climáticas do Copernicus estima que a temperatura média global possa exceder 1,5ºC a da era pré-industrial num período de 12 meses a acabar em janeiro ou fevereiro de 2024.

A confirmar-se tal estimativa, fica gorada a meta estabelecida no Acordo de Paris, que fixou o limite do aumento da temperatura média mundial em 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial.

Contudo, será um falhanço simbólico, uma vez que, segundo a Organização Meteorológica Mundial, a meta fixada no Acordo de Paris é a longo prazo, abrangendo uma média de décadas e não um ano individual.

Cientistas da agência norte-americana de observação oceânica e atmosférica (NOAA, na sigla inglesa), que hoje também revelou o balanço de 2023, estimam que há uma probabilidade em cada três de que 2024 seja mais quente do que 2023 e 99% de possibilidade de 2024 ser classificado entre os cinco anos mais quentes desde que há registos.

De acordo com a NOAA, a temperatura mundial foi em 2023 mais 1,18ºC face à média do século XX.

Para a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, será necessário “reduzir drasticamente” as emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta, e “acelerar a transição para fontes de energia renováveis”.

“Não nos podemos dar ao luxo de esperar mais. Já estamos a tomar medidas, mas precisamos de fazer mais e rapidamente”, instou.

Comentando os dados da Organização Meteorológica Mundial, o secretário-geral da ONU, António Guterres, que tem exigido insistentemente ação urgente contra a crise climática, denunciou os atos da humanidade que “queimam a Terra”.

“2023 é apenas um vislumbre do futuro catastrófico que nos espera se não agirmos agora”, avisou.

Segundo a OMM, desde os anos de 1980 que cada década foi mais quente do que a precedente e os nove anos mais quentes ocorreram de 2015 a 2023.

A Organização Meteorológica Mundial registou, tal como o Copernicus, que o ano passado teve temperaturas excecionalmente altas à superfície dos oceanos e que o gelo na Antártida registou níveis mínimos históricos.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Internacional 14 Fevereiro, 2026

Politécnico de Viana do Castelo lidera projeto europeu para capacitar jovens indígenas na América Latina

O Politécnico de Viana do Castelo assumiu a coordenação de um projeto europeu que vai capacitar jovens indígenas universitários da América Latina em empreendedorismo social, inovação e liderança comunitária.

Desporto 14 Fevereiro, 2026

Juventude Viana avança para os quartos da Taça de Portugal após triunfo nos Açores

A Juventude Viana garantiu a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal de hóquei em patins ao vencer, esta sexta-feira, 13 de fevereiro, o Candelária por 1-3, após prolongamento, num encontro disputado na Ilha do Pico.

Regional 14 Fevereiro, 2026

Sete assaltos a igrejas e capelas em três dias no distrito de Viana do Castelo

A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou que, em apenas três dias, foram registados sete assaltos a igrejas e capelas nos concelhos de Viana do Castelo, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira. Os casos estão a ser investigados pelas autoridades.

Nacional 14 Fevereiro, 2026

Parlamento aprova proposta para limitar acesso de menores às redes sociais

O parlamento aprovou na generalidade o projeto de lei apresentado pelo PSD que limita o acesso de menores a redes sociais e plataformas online, com votos favoráveis do PS, PAN e JPP.

Nacional 14 Fevereiro, 2026

Recuperação das regiões afetadas pelas cheias será longa

A Proteção Civil alertou esta sexta-feira que a recuperação das regiões afetadas pelas cheias será lenta, especialmente em Coimbra e nas áreas ribeirinhas do Rio Tejo e do Rio Mondego, onde os campos agrícolas continuarão inundados nas próximas semanas.

Regional 13 Fevereiro, 2026

Presidente da Câmara de Caminha critica posição do PS sobre árvores em Lanhelas

A presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, reagiu com duras críticas às recentes declarações de deputados do Partido Socialista sobre o risco de queda de árvores na freguesia de Lanhelas, no concelho de Caminha.

Desporto 13 Fevereiro, 2026

Dinamarca, Noruega e País de Gales no caminho de Portugal na Liga das Nações

A Seleção Nacional de Portugal vai encontrar as seleções de Dinamarca, Noruega e País de Gales na Fase de Grupos da Liga das Nações 2026/27.