O Grupo Vila Galé vai investir 50 milhões de euros este ano na abertura de três novos hotéis, com mais em execução e análise, após um 2023 com receitas recorde, e estimando que 2024 possa ultrapassar o exercício passado.

Num encontro com jornalistas, em Lisboa, o presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, apontou, no entanto, que são seis os projetos em curso, nomeadamente duas unidades hoteleiras com abertura prevista para abril de 2024, uma para o final do ano e três em abril de 2025.
São elas, respetivamente, o Vila Galé Figueira da Foz e Vila Galé Isla Canela, Vila Galé Collection Sunset no Cumbuco – Ceará (Brasil), Vila Galé Paço do Curutelo, em Ponte de Lima, Vila Galé Casas de Elvas e Vila Galé Ouro Preto, em Minas Gerais (Brasil).
Tal como já estava previsto, este ano em termos de reforço da presença internacional, a Vila Galé chegará a Espanha, onde abrirá, então, em abril o Vila Galé Isla Canela, junto à praia com o mesmo nome, na Costa de la Luz, Huelva, edifício – de arquitetura e decoração de influência árabe -, a que a empresa procederá a uma total remodelação das áreas públicas de clientes em 2025 e em 2026 dos quartos.
Jorge Rebelo de Almeida lembrou que Espanha vai ser a quarta geografia onde a marca está presente, depois de Portugal, Brasil e Cuba, país onde o grupo entrou em 2023.
Recentemente, a Vila Galé assumiu a gestão do Vila Galé Jardines d’el Rey, em Cayo Paredón Grande, um resort “tudo incluído” a estrear, com 638 quartos.
Além do projeto em Isla Canela, onde decorrem obras de renovação em parceria com a Saint Croix HI, proprietária do imóvel, a Vila Galé tem vários outros empreendimentos em curso, tanto em Portugal como no Brasil.
Entre eles contam-se, então, o Vila Galé Collection Figueira da Foz, “o emblemático Grande Hotel da Figueira”, que terá gestão da Vila Galé, “após uma renovação profunda” dos 102 quartos e áreas públicas.
Contam-se também o Vila Galé Collection Paço do Curutelo, em Ponte de Lima, onde a Vila Galé vai investir 20 milhões de euros para reconstruir o Paço do Curutelo, um castelo de 1126, e lançar um projeto de hotel, enoturismo e produção de vinhos verdes. O Vila Galé Collection Paço do Curutelo será uma unidade com 87 quartos.
Em Elvas, nascerá o Vila Galé Casas de Elvas, mais um hotel decorrente da reabilitação de património histórico. Aqui, o grupo vai recuperar as casas da antiga fábrica da ameixa e os ex-edifícios do aljube eclesiástico e do conselho de guerra, que com um investimento de 10 milhões de euros, serão transformadas num hotel com 43 quartos, com abertura prevista para abril de 2025.
O Vila Galé Collection Ouro Preto – Historic Family Resort hotel, Conference & Spa (Brasil) surgirá em Cachoeira do Campo, Minas Gerais.
“A Vila Galé vai recuperar o espaço histórico onde funcionou o primeiro regimento de cavalaria de Portugal no Brasil em 1775 e, posteriormente, o colégio salesiano Dom Bosco”, referem. A futura unidade, cuja conclusão está prevista para abril de 2025 e terá 298 quartos e plantações de vinha e olival. Este projeto representa um investimento de mais de 120 milhões de reais (cerca de 22,5 milhões de euros).
Por último, o grupo refere o Vila Galé Collection Sunset Cumbuco (Brasil), Ceará, local onde já tem um resort – o Vila Galé Cumbuco -, que surgirá com 124 quartos, num investimento estimado de 80 milhões de reais.
O Grupo Vila Galé anunciou também ter obtido receitas totais de 275 milhões de euros em 2023, um aumento de mais de 20% face a 2022, atingindo o seu melhor ano de sempre em Portugal e no Brasil.
O grupo conta com 42 hotéis em Portugal, Brasil e Cuba.
Em Portugal, onde conta com 31 unidades, o grupo obteve um volume de negócios de 158 milhões de euros em 2023, o que corresponde a um aumento de 16,77% do face ao exercício anterior.
Já no que diz respeito às dez unidades no Brasil, estas somaram receitas a rondar os 629 milhões de reais (cerca de 117,8 milhões de euros), representando um aumento superior a 42% quando se compara com 2022.
“Em Portugal estamos à beira de superar 2023”, se a conjuntura – nomeadamente política – ajudar, disse ainda Jorge Rebelo de Almeida sobre as perspetivas para este ano.
Apesar de só em março fecharem as contas, como sublinhou, o presidente do Grupo Vila Galé diz estarem a apontar para que os lucros cresçam para os 100 milhões de euros.
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